Estreia marcada: Flexdeal entra na Bolsa de Lisboa esta segunda-feira

“A operação já está concluída”, referiu Ricardo Arroja, administrador executivo da Flexdeal. À data do Prospeto de Admissão, o capital social da Flexdeal, SIMFE, SA é de 16.103.580 euros, representado por 3.220.716 ações com o valor nominal de cinco euros cada uma. OPV representa assim 100% do capital social da empresa.

Reuters

A Bolsa de Lisboa vai receber um presente na véspera de Natal, com a entrada de uma nova cotada, a Flexdeal. Será a primeira sociedade de investimento mobiliário para fomento da economia (SIMFE) a fazer uma Oferta Pública de Venda (OPV) em Portugal, numa operação em que a empresa admitiu 3.212.716 ações a cinco euros cada uma, confirmou uma fonte oficial da Euronext Lisbon ao Jornal Económico.

“A operação já está concluída”, adiantou Ricardo Arroja, administrador executivo da Flexdeal, ao Jornal Económico.

Segundo prospecto da OPV, houve uma oferta particular antes da operação, tendo sido colocadas, no dia 19 de dezembro, de mais de um milhão de ações ( 1.010.000 ações), “ao preço de colocação equivalente ao valor nominal, de 5 euros por ação, resultando num aumento de capital de 5.050.000 euros”.

Nesta operação de venda particular, foi o acionista principal da Flexdeal, a Método Garantido Participações, que procedeu à venda de cerca de 31% do capital que detinha na empresa. A Método Garantido Participações continua a ser o acionista maioritário mas, depois da operação particular, passou a deter 68,28% do capital social da Flexdeal.

Assim, “à data do Prospeto de Admissão, o capital social da Flexdeal, SIMFE, SA é de 16.103.580 euros, representado por 3.220.716 ações com o valor nominal de 5 euros cada uma”, lê-se no documento.  Isto quer dizer que 100% do capital social da Flexdeal vai entrar em bolsa no próximo dia 24 e que poderá ser transaccionado no mercado secundário.

A operação foi concluída antes do prazo. Por ser uma SIMFE, a Flexdeal, liderada por Alberto Amaral, tinha até ao dia 4 de janeiro de 2019 para concluir a operação de entrada em bolsa. Ao Jornal Económico, em outubro deste ano, Filipa Franco, head of listing da Euronext Lisbon, explicou que  “o regime das SIMFE determina que estas entidades sejam admitidas à negociação em mercado regulamentado no prazo máximo de um ano após a sua constituição”.

A operação foi assessorada pelo Banco Carregosa e pela sociedade de advogados Sérvulo & Associados.

A sessão de admissão da Flexdeal está agendada para esta sexta-feira, dia 21, às 11 horas, na sede da Euronext Lisbon.

Flexdeal é a primeira SIMFE portuguesa e quer ser uma alternativa à banca

A Flexdeal resulta da conversão de uma outra sociedade anteriormente existente, chamada Método Garantido II S.A., em Flexdeal SIMFE S.A., em agosto de 2017. Na altura, a Flexdeal pediu o estatuto de SIMFE à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que foi concedida a 4 de janeiro de 2018. Esta foi a primeira empresa a receber esta classificação, que lhe dá também um prazo de um ano para entrar em bolsa.

Sendo uma SIMFE, a Flexdeal tem como propósito a realização de investimentos em pequenas e médias empresas portuguesas, mas também em mid caps e small mid caps, sendo que a legislação obriga a que os instrumentos de capital representem um mínimo de 50% do património da empresa.

“A Flexdeal SIMFE pretende assumir-se como uma alternativa de financiamento para as empresas portuguesas. A economia nacional encontra-se, desde há muito, dependente da oferta bancária como fonte quase única de financiamento, o que em parte contribuiu para o elevado endividamento das empresas do sector não financeiro. No caso das PME, a situação é agravada pela dependência das empresas face a um número reduzido de instituições financeiras”, explica o relatório e contas da empresa, finalizado no mês passado para integrar o prospeto da oferta.

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