Estudantes de Direito querem audiência com ministro da Administração Interna

Em declarações ao Jornal Económico, o presidente da associação de estudantes criticam o número de efetivos deslocados para o local e a forma como atuaram “empurrando alunos pelas escadas” e “atirando mochilas ao chão”.

Os estudantes de Direito de Lisboa vão pedir uma audiência ao ministraod a Administração Interna, porque consideram excessiva a forma como a polícia interveio, esta manhã, depois de os estudantes terem fechadoa  Faculdade de Direito a cadeado, disse ao Jornal Económico o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.

Os estudantes criticam o número de efetivos deslocados para o local e a forma como atuaram “empurrando alunos pelas escadas” e “atirando mochilas ao chão” e querem dar conta da ocorrência à tutela.  “Somos apenas estudantes a manifestarem-se”, sublinhou Gonçalo Martins dos Santos.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) reabriu as portas do estabelecimento de ensino superior por volta das 9h30. O cadeado e a corrente que encerravam a porta foram retirados pelos bombeiros e a faixa que cobria toda a escadaria, com a inscrição “Esta é uma Faculdade sem condições, a justiça não para”, foi retirada pelos estudantes por ordem da polícia.

Apesar de os cadeados terem sido retirados, os alunos mantiveram-se em frente às portas, impedindo a entrada, situação que levou a PSP a retirar os estudantes à força.

“Longe vão os tempos em que a polícia invadia as faculdades”, disse à agência Lusa Gonçalo Martins dos Santos, que faz um balanço positivo do protesto. “O balanço que faço da manifestação é positivo, mas o balanço que faço da polícia é negativo. Os estudantes têm razão e vamos mantermos concentrados em frente à Faculdade porque para nós hoje a Faculdade está encerrada”, disse o presidente da Associação Académica.

O cadeado e a corrente que encerravam a porta foram retirados pelos bombeiros e faixa que cobria toda a escadaria, com a inscrição “Esta é uma Faculdade sem condições, a justiça não para”, foi retirada pelos estudantes por ordem da polícia.

De acordo com o presidente da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, Gonçalo Martins dos Santos, os estudantes estão “descontentes” e “preocupados com a forma como estão a ser avaliados”.

“No passado dia 30 de novembro de 2017, em sede de Reunião Geral de Alunos, deliberou-se o encerramento da Faculdade atendendo ao manifesto desrespeito, traduzido em inúmeras situações de incumprimento, do Regulamento de Avaliação e dos Estudantes pela Direção da Faculdade e pela maioria do seu corpo docente”, justifica a Associação.

 

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Os alunos querem continuar o protesto durante 24 horas, que se deve ao atraso no lançamento das notas em todas as épocas de avaliação, à existência de salas de aula sem capacidade para albergar todos os alunos, à marcação de aulas práticas da mesma disciplina em dias consecutivos, por exemplo.
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