Estudantes recusam rendição

Estão nas ruas desde 28 de setembro e nem as cargas policiais ou os apelos de quem os lidera os demove. Benny Tai, Chan Kin-man e Chu Yiu-ming, os três fundadores do movimento Occupy Central, entregaram-se, tal como tinham anunciado, às autoridades policiais de Hong Kong. Passadas algumas horas comunicaram, aos media que os aguardavam […]

Estão nas ruas desde 28 de setembro e nem as cargas policiais ou os apelos de quem os lidera os demove.

Benny Tai, Chan Kin-man e Chu Yiu-ming, os três fundadores do movimento Occupy Central, entregaram-se, tal como tinham anunciado, às autoridades policiais de Hong Kong.

Passadas algumas horas comunicaram, aos media que os aguardavam junto à esquadra, que não receberam ordem de prisão e que preenchida a papelada que a situação exige, foram informados que responderão pelo crime de atividades ilegais. E uma vez mais deixaram o apelo aos manifestantes no sentido de abandonarem as ruas e os pontos de manifestação. “A rendição não é um ato de cobardia, é a coragem de agir. Render não é falhar, é a denúncia silenciosa de um Governo sem coração”, disse Tai. E acrescentou que a polícia “está fora de controlo” e é chegada a hora de os manifestantes abandonarem “estes locais perigosos”.

Porém, os estudantes do Scholarism já fizeram saber que não pretendem parar os protestos. Desde segunda-feira, três estudantes, incluindo o líder do movimento Scholarism, Joshua Wong iniciaram uma greve de fome silenciosa de um governo sem coração”, disse Tai.

Importa sublinhar que os líderes do movimento de desobediência civil Occupy Central, criado em 2013 para pressionar reformas políticas, nas últimas semanas assumiram uma posição mais discreta à medida que os estudantes radicalizaram as suas ações (ainda que o número de pessoas nas ruas tenha diminuído significativamente desde o final de setembro). Esta decisão de rendição teve como base a noite do passado domingo, altura em que centenas de manifestantes entraram em confronto com a polícia em Admiralty, junto à sede do Governo, ao tentarem forçar os cordões de segurança e invadir edifícios governamentais.

Quanto à posição do Governo central chinês, é de insistência de que os candidatos a chefe do executivo em 2017 sejam pré-selecionados por um comité, condição rejeitada pelos manifestantes.

 

Sónia Bexiga

 

 

Recomendadas

Chefes da diplomacia da Rússia e da Guiné Equatorial reuniram-se

Os dois ministros salientaram a importância crucial da segunda Cimeira Rússia-África, a realizar em São Petersburgo em 2023, para o reforço das diversas relações da Federação Russa com nações africanas, adianta-se no comunicado.

Cancelados dois concertos de Roger Waters na Polónia devido a posicionamento pró-russo

O co-fundados dos Pink Floyd iria atuar em Cracóvia em abril do próximo ano, na sala de espetáculos “Tauron Arena”, mas, segundo adiantam alguns meios de comunicação da Polónia, as autoridades polacas pretendem declarar Roger Waters como ‘persona non grata’.

Protestos no Irão: Ministério dos Negócios Estrangeiros convoca embaixadores britânico e norueguês

Mahsa Amini, 22 anos, foi detida na terça-feira passada pela chamada “polícia de moralidade” de Teerão, capital do Irão, onde se encontrava de visita, por alegadamente trazer o véu de forma incorreta e transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a “uma hora de reeducação”.