Estudo. Negócio de casas cresce como cogumelos

A venda de habitação em Portugal está ganhar impulso, sustentada por um aumento constante da procura, revela o inquérito RICS/Ci, o Portuguese Housing Market Survey (PHMS), de setembro. Já no mercado de arrendamento, o aumento da procura motivou uma retoma marginal das rendas.

O negócio da habitação vai de vento em popa. Refere Simon Rubinsohn, economista sénior do RICS, que “os resultados do inquérito de setembro (da Housing Market Survey-PHMS) mostram que a melhoria em curso da atividade no mercado está a ganhar força. E isso está a ser impulsionado por uma maior confiança dos consumidores para realizar compras importantes, de grande valor, que atinge um novo pico no pós-crise à medida que o cenário económico continua a melhorar”.

Ricardo Guimarães, diretor da Ci, por seu turno, comenta: “O mercado imobiliário está a consolidar a sua recuperação, o que é claramente um resultado da melhoria do sentimento de mercado reportado pelos agentes. Os empréstimos bancários estão a aumentar, a procura está a crescer e a confiança a reforçar-se. No entanto, alguns agentes ainda mencionam que este é um equilíbrio frágil, devido ao desemprego e incerteza, sendo que o sentimento de mercado ainda varia consoante as regiões”.

Os resultados do RICS/Ci PHMS de setembro revelam que o volume de vendas cresceu ao ritmo mensal mais rápido desde que este inquérito foi lançado, em 2010, ao mesmo tempo que a procura registou o crescimento mais acelerado dos últimos seis meses, com o documento a afirmar que este último indicador, visível através das novas instruções de compra, tem subido – com maior ou menor intensidade – desde julho de 2013. Face a este cenário de melhoria consistente, os preços das casas continuam a recuperar, dando continuidade ao percurso de subida que se regista há dez meses consecutivos e que veio interromper quatro anos de quedas. Já no mercado de arrendamento, a procura por parte dos arrendatários voltou a aumentar de forma sólida em setembro, acompanhada por uma forte quebra das novas instruções por parte dos proprietários.

Graças a este desequilíbrio entre a oferta e a procura, as rendas voltaram a subir em setembro, ainda que de forma marginal, com os participantes no inquérito a antever que esta tendência se mantenha nos próximos três meses.

OJE

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