ETE reforça na América Latina após contratos com Stora Enso e Vale

Peso internacional do grupo deverá passar dos atuais 10% para até 40% em cinco anos. Colômbia, Uruguai e Paraguai são os alvos.

Cristina Bernardo

A ETE – Empresa de Tráfego e Estiva identificou a internacionalização como um dos principais vetores de crescimento nos próximos anos e a América Latina como o destino prioritário dessas apostas. Tudo começou em 2011, quando o grupo português foi contactado pela Stora Enso para disponibilizar o seu ‘know how’ em operações fluviais e marítimas no projeto da maior fábrica de pasta de papel do Mundo, a Montes del Plata, no Uruguai.

A ETE assegurou a liderança técnica de um consórcio que venceu o concurso internacional para o transporte fluvial de dois milhões de toneladas de toros de madeira para abastecimento da referida unidade fabril, que resulta de uma parceria entre a sueco-finlandesa Stora Enso e a chilena Arauco. O consórcio da ETE, que integra uma empresa uruguaia e uma empresa chilena, mandou construir as barcaças e os rebocadores necessários para a operação. O contrato tem uma validade de sete anos, mas em 2018 pode ser prorrogado por mais sete anos.

A história repetiu-se em 2012. A ETE foi contactada por outro gigante industrial sul-americano, neste caso a brasileira Vale do Rio Doce. A Vale, em associação com a Goldman Sachs, chamou a ETE para operar na movimentação de carvão do porto colombiano de Santa Marta, tendo a empresa portuguesa deslocada de Portugal para a Colômbia uma grua flutuante de grande porte, um rebocador e um pontão.

“Há boas perspectivas a relativo curto prazo, talvez já no primeiro semestre de garantir novos negócios na América Latina. Há boas perspetivas de um contrato de transporte de carvão de alguns milhões de toneladas na Colômbia, mas também há boas hipóteses no Uruguai e no Paraguai”, revelou Luís Nagy, CEO da ETE.

Para o responsável do maior grupo português a operar no setor marítimo-portuário no nosso País, “identificámos a América Latina como um destino prioritário para a nossas internacionalização porque não têm empresas com grande ‘know-how’ nestas áreas e nós temos capacidade competitiva”. De tal forma, que a vertente internacional da ETE, que neste momento representa cerca de 10% da sua faturação, deverá passar a valer entre 30% e 40% do seu volume de negócios daqui a cinco anos, de acordo com Luís Nagy.

Apesar da acentuada crise da economia nacional e internacional, a ETE tem vindo a aumentar de forma constante o seu volume de negócios e os seus lucros desde 2010, tendo encerrado o exercício do ano passado com uma faturação de 194,5 milhões de euros e resultados líquidos de 11,3 milhões de euros. n

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