Etiópia: OMS espera que a ajuda chegue a Tigray nos “próximos dias”

“Esperamos poder fornecer-lhes alimentos, medicamentos que salvam vidas, reabastecer os centros médicos com equipamento médico, fornecer vacinas básicas às crianças e lidar com o agravamento das epidemias”, referiu à AFP fonte da agência da ONU.

Organização Mundial de Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse hoje esperar que a ajuda chegue nos “próximos dias” à região etíope de Tigray, que tem sido flagelada por uma violenta guerra desde há dois anos.

“Esperamos poder fornecer-lhes alimentos, medicamentos que salvam vidas, reabastecer os centros médicos com equipamento médico, fornecer vacinas básicas às crianças e lidar com o agravamento das epidemias”, referiu à AFP fonte da agência da ONU.

Os rebeldes e as autoridades federais etíopes chegaram sábado a acordo sobre “o acesso humanitário a todos os necessitados” em Tigray.

O anúncio segue-se a um acordo de paz assinado a 2 de novembro em Pretória, África do Sul, incluindo o desarmamento das forças rebeldes, a restauração da autoridade federal em Tigray e a entrega de ajuda.

“As pessoas precisam de ajuda urgente para evitar mais mortes e sofrimento”, insistiu a OMS.

A 9 de novembro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, natural de Tigray, apelou para que fosse enviada ajuda alimentar e médica “imediata” para a região de Tigray.

“Após o acordo de cessar-fogo, esperava que os alimentos e os medicamentos chegassem imediatamente. Não é este o caso”, disse na altura.

“Vamos dar uma oportunidade à paz, mas também instamos à entrega imediata de alimentos e medicamentos e também, claro, à reabertura de serviços básicos”, como bancos, telecomunicações, eletricidade, e o acesso da comunicação social a Tigray, prosseguiu.

“Muitas pessoas estão a morrer de doenças tratáveis. Muitas pessoas estão a morrer de fome (…). Mesmo em plena luta, os civis precisam de alimentos e medicamentos. Isto não pode ser uma condição”, insistiu.

Quase isolados do mundo durante mais de um ano, os seis milhões de habitantes de Tigray carecem de tudo: combustível, alimentos, medicamentos, comunicações e eletricidade.

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