EUA “aliviados” após confirmarem que a China não apoia económica e militarmente a Rússia

Ainda assim, as autoridades permanecem apreensivas com o apoio de longa data da China à Rússia, embora o apoio militar e económico não se confirme, pelo menos por enquanto.

Dois meses após o governo norte-americano ter alertado Pequim para as consequências de apoiar a Rússia, os EUA confirmaram esta terça-feira, 5 de maio, que não detetaram apoio militar e económico chinês, um desenvolvimento encarado com “alívio” na Casa Branca, avança a “Reuters”.

Ainda assim, as autoridades permanecem apreensivas com o apoio de longa data da China à Rússia, embora o apoio militar e económico não se confirme, pelo menos por enquanto.

O presidente dos EUA, Joe Biden, está a preparar uma viagem ao continente asiático Ásia no final deste mês, com os focos da visita apontados à forma como a ascensão económica da China pode influenciar o mundo dito ocidental. Antecipando as problemáticas que o governo norte-americano poderá enfrentar, Biden está prestes a anunciar o primeiro plano estratégico de segurança nacional sobre o surgimento da China como uma grande potência.

Em março, Biden alertou o seu homólogo chinês Xi Jinping, através de um telefonema, que os EUA estariam preparados para retaliar caso Pequim decidisse apoiar ativamente a Rússia na Ucrânia.

Por outro lado, o presidente russo Putin tem encontro marcado com o homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim. Apesar das informações avançadas pelas autoridades norte-americanas, a Pequim nunca condenou as ações de Moscovo em território ucraniana, e a reunião entre os dois presidentes não está a ser encarada como uma tentativa chinesa de ajudar a terminar o conflito.

No entanto, a China tem evitado atrasado novos contratos entre as suas refinarias de petróleo estatais e a Rússia, ainda que tenha aproveitado os grandes descontos nas matérias-primas proporcionados por Moscovo. Em março, o Sinopec Group, a maior refinaria de petróleo da Ásia, suspendeu as negociações sobre um grande investimento petroquímico e um empreendimento de comercialização de gás na Rússia.

No mês passado, o enviado dos EUA às Nações Unidas saudou as abstenções da China nos votos da ONU para condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia como uma “vitória”.

O volume de comércio entre a Rússia e a China aumentou no primeiro trimestre, com os dois países a declararem uma parceria “sem limites” em fevereiro deste ano.

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