EUA. Crédito y Caución prevê ‘aterragem suave’ da economia nos 2,6% este ano

A empresa de crédito prevê que o crescimento das economias avançadas se reduza a 2,7% em 2022 e 2,1% em 2023. Mesmo assim, há risco de atravessar uma ligeira recessão em algum momento de 2024. São também esperadas novas subidas da taxa de juro de referência no segundo semestre para terminar o ano entre os 3,75% e os 4,0%.

10 – Estados Unidos

A Crédito y Caución, empresa de seguros de crédito, prevê que o crescimento das economias avançadas se reduza a 2,7% em 2022 e 2,1% em 2023. Contudo, estima que o crescimento do PIB nos EUA tenha uma aterragem suave nos 2,6% este ano e 1,8% no próximo, fruto da força do mercado laboral e da resistência dos consumidores.

“Em todas as regiões, a inflação está a superar os máximos de várias décadas”, começa o comunicado. Contudo, a sua natureza é distinta consoante as regiões do globo, o que invariavelmente produz efeitos distintos de economia para economia. “Enquanto na Europa a subida dos preços resulta principalmente das perturbações nos preços da energia resultantes da invasão da Ucrânia, nos EUA a origem está em desequilíbrios mais gerais: a procura após a pandemia supera a oferta. O facto de a economia norte-americana funcionar acima da sua plena capacidade, explica as intensas subidas das taxas de juro realizadas pela Reserva Federal”, elucida.

A Reserva Federal, continua a nota, “viu-se obrigada a atuar de forma agressiva para travar a inflação, com as maiores subidas de juros registadas nos EUA desde 1994”. Mas o mais recente relatório da seguradora de crédito estima que a economia do país resista suportada pela força do mercado laboral e pela resistência dos consumidores.

Assim, a “Crédito y Caución prevê que o crescimento do PIB nos EUA tenha uma aterragem suave nos 2,6% em 2022 e 1,8% em 2023, com risco de atravessar uma ligeira recessão em algum momento de 2024. A seguradora de crédito espera novas subidas da taxa de juro de referência no segundo semestre para terminar o ano entre os 3,75% e os 4,0%. Apesar do endurecimento monetário, a inflação manter-se-á acima dos 2% em 2022 e 2023, um objetivo da Reserva Federal.

“Os consumidores norte-americanos encontram-se numa posição de força. Espera-se que o mercado laboral ganhe uns quatro milhões de postos de trabalho em 2022 e que a taxa de desemprego estabilize nos cerca de 3,5% no segundo semestre”, explica a empresa. Essa fator, aliado à solidez dos balanços das famílias e das empresas também garante que uma possível recessão venha a ser menos profunda que durante a crise financeira. “As famílias beneficiam de um excesso de poupança de 2,5 mil milhões de dólares, acumulado desde março de 2020, o que proporciona uma almofada adicional. Contudo, estas poupanças estão concentradas nas famílias de elevados rendimentos enquanto os americanos com rendimentos médios e baixos aumentam o seu endividamento de modo a manterem o nível de consumo anterior ao agravamento dos custos”, acrescenta.

Voltando-se para outras economias avançadas, o relatório da seguradora indica que, no Reino Unido, se prevê que o crescimento se situe nos 3,6% em 2022 e 1,3% em 2023. “A inflação acelerou a máximos dos últimos 40 anos. Simultaneamente, a libra esterlina desvalorizou face ao dólar devido ao maior risco geopolítico na Europa e às subidas das taxas de juro da Reserva Federal, o que provocou um agravamento dos preços das importações no Reino Unido. A pressão sobre os lares britânicos é elevada já que os preços sobem e que o apoio fiscal vinculado à pandemia diminuiu, pelo que a Crédito y Caución prevê que o consumo caia no segundo semestre”. Simultaneamente, as exportações líquidas continuam a pesar sobre o crescimento do PIB britânico desde o Brexit. “Embora se espere que melhorem gradualmente em 2023, as novas tensões com a União Europeia relacionadas com o protocolo da Irlanda do Norte colocam em risco esta recuperação. Uma guerra comercial pesaria significativamente no crescimento do Reino Unido”, aponta.

No Japão, estima-se um crescimento de 2,0% em 2022 e 2,4% em 2023. “À medida que a economia reabre após a última vaga de Covid-19, espera-se que o crescimento do consumo aumente, embora a inflação represente um risco para a força da recuperação. O crescimento das exportações vê-se pressionado pela desaceleração do crescimento mundial e pelos problemas da cadeia de fornecimento. Mais de 90% do consumo energético do Japão depende de importações, pelo que a economia é vulnerável à volatilidade dos preços mundiais da energia”, conclui o comunicado.

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