EUA entram em recessão – o que precisa de saber

O primeiro semestre do ano tem se revelado francamente “duro” para a economia americana, depois desta ter registado quedas sucessivas durante os dois primeiros trimestres do ano.

No entanto, apesar das preocupações dos investidores, o sentimento continua a ser misto entre os economistas e investidores, por um lado termos os dados referentes ao produto interno bruto a mostrarem sinais evidentes de que a economia americana não está a conseguir criar riqueza.

No início do mês de agosto, foram conhecidos os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA que acabaram por surpreender positivamente os mercados. A economia americana conseguiu crescer muito mais o número de empregos do que os analistas esperavam, com a taxa de desemprego a manter-se em níveis baixos que excluem por completo o cenário de recessão

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Os relatórios sobre o mercado de trabalho americano são cruciais para os investidores, não só nos Estados Unidos mas também a nível mundial, uma vez que tendem a ter um impacto no dólar, no mercado de ações, bem como nas expectativas em relação às taxas de juro.
A solidez no mercado de trabalho continua a ser o único fator que tem protegido a economia dos EUA de uma verdadeira recessão. Como tal, fica a questão mais importante que se tem colocado: o mercado de trabalho americano continua a ser suficientemente forte para justificar novas subidas das taxas de juro do lado da Reserva Federal?

Embora os dados mais recentes tenham mostrado que o mercado de trabalho se mantém robusto, começam também a surgir algumas red flags que poderão começar a chamar a atenção dos investidores:

  • O emprego nos EUA ainda não recuperou para níveis pré-pandémicos;
  • Os pedidos de subsídio de desemprego têm vindo a aumentar nas últimas semanas. Os dados da primeira semana de agosto mostraram um aumento de 260 mil novos pedidos de desemprego;
  • De acordo com o JPMorgan, os pedidos iniciais de desemprego acima de 275 mil dariam a entender que podemos estar perante o risco de recessão;
  • As vagas de empregos disponíveis (JOLTS) diminuíram significativamente recentemente, permanecendo ainda num nível muito elevado – perto dos 10,7 milhões;
  • Os salários nos setores de retalho e da restauração aumentam rapidamente e levam a problemas de contratação nos setores da construção, da saúde e industrial;
  • Os subíndices de emprego, segundo o Institute for Supply Management (ISM) permanecem abaixo do limiar dos 50 pts, mas recuperaram em relação a junho.

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Correlação entre a taxa de desemprego e as variações no PIB. Fonte: fred.stlouisfed.org

A juntar a tudo isto, não podemos negligenciar o facto de estarmos numa altura em que a sazonalidade apoia a criação de novos empregos devido à época alta relacionada com o verão. Por outro lado, o fim do período de férias poderá começar a alimentar novamente as preocupações dos investidores em relação à recessão, caso o mercado de trabalho comece a dar sinais claros de deterioração.

Até então, as preocupações dos mercados têm passado essencialmente pelos receios em relação à inflação, risco de recessão e o risco de novos aumentos das taxas de juro por parte dos Bancos Centrais. Resta-nos perceber se os próximos meses deverão, ou não, trazer novas pressões aos mercados em relação às potenciais fragilidades no lado do mercado de trabalho.

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