EUA: Mais de 1,1 milhões de eleitores já votaram nas eleições para o Senado na Georgia

O Estado, que tem uma tradição fortemente republicana nas últimas décadas, torna-se agora fulcral na determinação do futuro político dos EUA, ao dar a hipótese ao Partido Democrata de controlar ambas as câmaras do Congresso. Ambas as corridas adivinham-se renhidas e têm atraído um forte investimento em propaganda de ambos os lados.

Senado dos Estados Unidos

Mais de 1,1 milhões de eleitores já votou na dupla eleição na Georgia para o Senado norte-americano, que irá determinar quem controla o Congresso do país. O estado não viu nenhum dos candidatos a senador nas duas corridas em aberto conseguir os 50% necessários para ser eleito para o cargo a 3 de novembro, pelo que se realizará uma segunda volta a 5 de janeiro.

Estes números deixam antecipar uma participação eleitoral em linha com a verificada na eleição presidencial, quando foram estabelecidos recordes de afluência às urnas em vários estados, incluindo na Georgia.

Na eleição periódica, o Senador republicano David Perdue enfrenta o democrata Jon Ossoff, enquanto que na corrida especial, que é assim designada por colocar a eleições uma senadora nomeada por via de sucessão, a republicana Kelly Loeffler tentará manter o seu lugar frente ao pastor democrata Raphael Warnock.

Ambos os incumbentes são acusados pelos candidatos democratas de se terem preocupado mais com o seu lucro pessoal durante a pandemia, fruto dos seus movimentos bolsistas nos últimos meses. Nos debates televisivos para o efeito, que mereceram emissão nacional, Kelly Loeffler recusou-se a reconhecer a derrota de Donald Trump na eleição presidencial, ao passo que David Perdue nem compareceu, deixando Jon Ossoff a debater sozinho.

Depois de eleger um candidato presidencial democrata pela primeira vez desde 1992, o estado torna-se agora o epicentro da política norte-americana, dada a possibilidade de o Partido Democrata conseguir ganhar o controlo do Senado. Para tal, é necessário que os dois candidatos do partido vençam as suas eleições, virando ambos os lugares em aberto, que são atualmente ocupados por senadores republicanos.

Caso tal suceda, o presidente-eleito Joe Biden tem assim via aberta para ver aprovada a sua agenda política, dado que o seu partido controlaria ambas as câmaras do Congresso e a Casa Branca. Os republicanos querem evitar este desfecho e a importância desta dupla eleição é refletida nos valores que têm sido gastos por ambos os lados em propaganda política no estado.

Ambas as eleições de adivinham extremamente disputadas. À data de 18 de dezembro, a FiveThirtyEight coloca Perdue à frente por 0,8 pontos percentuais (pp), ao passo que a corrida especial se encontra num empate técnico. Tanto Biden, como Trump, fizeram aparições nestas campanhas estatais, mas há preocupações entre analistas e mesmo dentro do Partido Republicano que o foco do ainda presidente Trump nas alegações de fraude eleitoral causem mais danos às aspirações dos senadores incumbentes do que benefícios, ao alienarem parte do eleitorado mais moderado.

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