EUA mostra vitalidade do emprego com 528 mil postos de trabalho criados em julho

Em linha com as declarações de Jerome Powell, o presidente da Reserva Federal, que caracteriza o atual mercado laboral como historicamente rígido, o emprego nos EUA surpreendeu e superou o meio milhões de postos criados em julho.

A criação de emprego nos EUA voltou a acelerar em julho, com a maior economia norte-americana a registar mais 528 mil postos de trabalho naquele mês, bem acima das expectativas do mercado, que apontavam para 250 mil. É o terceiro mês consecutivo de aumentos e um valor que supera largamente os 398 mil registados em junho.

A taxa de desemprego diminuiu em julho, caindo 0,1 pontos percentuais (p.p.) em cadeia para os 3,5%. Os analistas esperavam uma manutenção deste valor.

Os dados revelados esta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho norte-americano ficam em linha com as declarações de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal, sobre um mercado laboral historicamente rígido. Powell tem vindo a defender que uma recessão em termos reais não é compatível com a força mostrada pelo emprego nos EUA, o que dá mais força à projeção de novos aumentos significativos das taxas de juro.

Perante estes dados, os investidores e analistas apostam ainda mais forte numa subida de 75 pontos base (p.b.) na reunião de política monetária de setembro, ao mesmo tempo que a yield dos títulos a dez anos do Tesouro norte-americano disparou 16 p.b..

Os ganhos foram transversais a vários sectores da economia, mas foi novamente o turismo e lazer que liderou, com 96 mil novos empregos. Também os serviços profissionais e de gestão aceleraram, acrescentando 89 mil postos, seguidos pelo segmento da saúde, onde foram criados 70 mil empregos.

Estes números colocam o emprego privado nos EUA acima do registado em fevereiro de 2020, na antecâmara da maior quebra no mercado laboral na história do país, embora o sector público se mantenha com menos 597 mil empregos do que nessa altura.

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