EUA: Mulheres, negros ou LGBTQ quebram barreiras e entram na cena política

Mulheres, negros ou membros da comunidade LGBTQ quebraram barreiras nas eleições intercalares nos Estados Unidos, ao garantirem lugares no Congresso ou como governadores, integrando uma nova geração de políticos.

Uma Democrata de Massachusetts é a primeira candidata assumidamente lésbica do país a ser eleita para o cargo de governadora, enquanto em Maryland, os eleitores elegeram um Democrata como primeiro governador negro do Estado, noticia a agência Associated Press (AP).

Entre os vários exemplos que resultam das intercalares norte-americanas, Vermont irá finalmente enviar uma mulher para o Congresso, depois de ter sido o único Estado a nunca ter tido uma representação feminina.

O número de mulheres a ocupar o cargo de governadora atingirá os dois dígitos pela primeira vez em 2023, com pelo menos 12 mulheres já escalonadas para liderar estados.

Os EUA nunca tiveram mais de nove governadoras no cargo numa vez só, um recorde estabelecido em 2004, de acordo com uma análise do Center for American Women and Politics.

Os novos números recordes significam que quase um quarto dos estados do país serão liderados por mulheres. A maioria partidária para governadoras ainda não está clara.

Uma das vencedoras, Maura Healey, é a primeira mulher a ser eleita para o cargo mais importante de Massachusetts e também faz história ao tornar-se a primeira candidata assumidamente lésbica do país a ser eleita governadora.

Caso a Democrata Tina Kotek vença a corrida para governadora de Oregon, onde a AP ainda não declarou vencedor, pode juntar-se a Healey como candidata lésbica eleita governadora.

Já os eleitores de Maryland escolheram o Democrata Wes Moore, que será o primeiro governador negro do estado. De resto, é apenas o terceiro candidato negro no país a ser eleito governador.

Moore, um veterano de combate, liderou uma das maiores organizações anti-pobreza do país e fez campanha para criar oportunidades iguais para os residentes de seu Estado, tendo ainda mudado o partido no poder, derrotando os Republicanos que tinham Larry Hogan a governar, mas que atingiu limitação de mandato.

Na Florida, foi eleito para o Congresso o primeiro membro da Geração Z, ou seja, nascido entre a segunda metade dos anos 1990 até ao início do ano 2010. O Democrata Maxwell Frost, um negro de 25 anos de origem cubana, alcançou uma confortável vitória.

Voz ativa sobre o controlo de armas e defensor de seguros de saúde para todos, Frost contou com apoios de alto nível dos progressistas norte-americanos Bernie Sanders e Elizabeth Warren.

Pela primeira vez Vermont elegeu uma mulher para o Congresso, com a Democrata Becca Balint, presidente do Senado de Vermont, a alcançar essa marca e a da primeira pessoa assumidamente lésbica a ocupar o único lugar do Estado.

Já a Republicana Sarah Huckabee Sanders tornou-se a primeira mulher governadora do Arkansas.

Na Pensilvânia, a vitória da deputada estadual Democrata Summer Lee no 12.º distrito do Estado faz dela a primeira congressista negra.

Já a Democrata Delia Ramirez derrotou o Republicano Justin Burau para representar o 3.º Distrito de Illinois, em Chicago, tornando-se na primeira guatemalteca americana a servir na assembleia daquele Estado.

Recomendadas

Desflorestação na Amazónia cai pela primeira vez no Governo de Bolsonaro

A Amazónia brasileira perdeu 11.568 km2 de cobertura vegetal entre agosto de 2021 e julho de 2022, menos 11,3% que a devastada no ano anterior. É a primeira redução do desmatamento desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder.

Israel: Netanyahu garante que vai manter a controlo sobre a extrema-direita

Primeiro-ministro designado insiste que os radicais com que formará governo não vão tomar o poder nas suas mãos. “Israel não será governado pelo Talmud”. A incógnita é o que acontecerá com o seu julgamento por corrupção.

Parlamento alemão define como genocídio a “grande fome” na Ucrânia

O parlamento alemão aprovou uma resolução que define de genocídio o ‘Holodomor´’, a “grande fome” que atingiu a Ucrânia em 1932-1933 e que terá vitimado mais de três milhões de ucranianos.
Comentários