EUA. Reforçadas expectativas de subida das taxas em dezembro

Grande receio era que os dados de criação de emprego nos EUA desiludissem, o que não aconteceu

Os fortíssimos Non-Farm Payrolls de hoje e a revisão em alta dos dados já impressionantes de Outubro (de 271 mil para 298 mil) reforçam as expectativas de uma subida das taxas em Dezembro, na reunião de 16 de Dezembro. Este é o último elemento importante de informação antes da FOMC se reunir, exatamente sete anos depois de ser tomada a decisão de reduzir as taxas de juro para zero.

Qualquer registo acima dos 200 mil novos postos de trabalho seria uma confirmação do momento optimista vivido nos EUA, que efectivamente se concretizou. Os dados de Outubro eram um obstáculo bastante alto, que o mercado laboral superou confortavelmente. O grande receio de hoje era que os dados de criação de emprego nos EUA desiludissem, depois de o BCE não ter satisfeito ontem as elevadas expectativas do mercado, para as quais contribuiu com a retórica verbal das últimas semanas.

A previsão para hoje situava-se nos 200 mil novos postos de trabalho, que foi esmagada pela criação de 211 mil novos postos de trabalho. A taxa de desemprego manteve-se inalterada nos 5%, enquanto o rendimento por hora subiu 0,2% em Novembro, em linha com o esperado.

Numa reacção imediata, a valorização do dólar americano está a motivar uma correcção no petróleo, no crude e em divisas relacionadas com esta matéria-prima (dólar canadiano e rublo russo), que estavam a ser beneficiados pela reunião da OPEP que decorre hoje em Viena e em que vários membros defendem um corte na produção.

Visto como indicador preliminar do NFP, a componente de emprego do ISM non-manufacturing index caiu de forma acentuada, o que tinha gerado preocupações sobre o sector dos serviços, agora afastadas. Em Outubro, a criação impressionante de 271 mil novos postos de trabalho foi precedida de uma subida na componente de emprego do índice elabora pelo Institute for Supply Management.

Dos discursos desta semana, sabemos que a Yellen está preparada para subir as taxas de juro e receia que o adiamento da normalização monetária possa levar a uma subida abrupta no futuro, o que poderia colocar a economia em risco de recessão.

Nos últimos anos, o emprego tem sido a menor das preocupações da Reserva Federal. A média dos NFP desde o início do ano ronda os 200 mil novos postos de trabalho por mês.

OJE/BIG

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