EUA reúnem-se com talibãs para discutir desbloqueio de fundos afegãos para apoio humanitario

Num comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a delegação, composta por funcionários de alto nível, transmitiu aos talibãs a necessidade de acelerar os trabalhos para utilizar estes fundos no apoio aos afegãos.

Os talibãs tinham assinado um acordo com os EUA em 2020 onde prometiam não atacar o seu exército.

Uma delegação norte-americana reuniu-se na quinta-feira com os talibãs para debater o desbloqueio de 3,4 mil milhões de euros das reservas afegãs congeladas no estrangeiro para apoiar a “situação humanitária urgente” no Afeganistão.

Num comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a delegação, composta por funcionários de alto nível, transmitiu aos talibãs a necessidade de acelerar os trabalhos para utilizar estes fundos no apoio aos afegãos.

“Os Estados Unidos expressaram a necessidade de abordar a situação humanitária urgente no Afeganistão. As duas partes discutiram os esforços em curso para assegurar que os 3,4 mil milhões de euros das reservas autorizadas do banco central afegão sejam utilizados em benefício do povo afegão”, declarou a nota.

Mais de 8,5 mil milhões de euros estão depositados no estrangeiro desde agosto de 2015, muito antes de os talibãs subirem ao poder no Afeganistão. Grande parte dos fundos encontra-se nos Estados Unidos.

Em fevereiro, o Presidente dos EUA Joe Biden ordenou o descongelamento de 3,4 mil milhões de euros para facilitar a ajuda humanitária ao país, após décadas de conflito, que culminou na vitória do movimento talibã e consequente suspensão dos programas de ajuda internacional.

A ordem de descongelar o dinheiro, segundo explicou a Casa Branca, “com o objetivo de abrir caminho para que os fundos cheguem ao povo do Afeganistão, mantendo-os fora do alcance dos talibã e de outros agentes maliciosos”.

Recomendadas

Investigação sobre documentos secretos na propriedade de Trump nas “fases iniciais”

A investigação do Departamento de Justiça norte-americano sobre se o ex-presidente Donald Trump armazenou ilegalmente registos confidenciais na sua propriedade na Florida ainda está “nas suas fases iniciais”.

Estónia alvo de ciberataques russos

O grupo hacker russo Killnet já reivindicou a responsabilidade pelo ataque, segundo o “The Guardian”.

PAIGC considera ilegal decisão do juiz de impedir realização do congresso

O PAIGC denunciou o que diz ser uma decisão ilegal do Tribunal de Relação que impede o partido de realizar o seu 10.º congresso, que deveria começar na sexta-feira e vem sendo adiado há meses.
Comentários