EUA. Trump pede “onda gigante” republicana nas intercalares de terça-feira

O ex-Presidente norte-americano Donald Trump pediu, no sábado à noite, uma “onda vermelha gigante” nas eleições intercalares de terça-feira para tirar o Congresso aos democratas do chefe de Estado, Joe Biden.

Num comício de campanha, no estado da Pensilvânia (nordeste), o bilionário, que não fez segredo da vontade de concorrer às presidenciais de 2024, disse aos apoiantes: “Se querem impedir a destruição do nosso país e salvar o sonho americano, então esta terça-feira devem votar republicano para [conseguir] uma onda vermelha gigante”, numa referência à cor do Partido Republicano (conservador).

“Estamos a três dias das eleições mais importantes da história dos Estados Unidos”, apontou.

“Vamos recuperar a Câmara [dos Representantes], vamos recuperar o Senado”, prometeu o republicano, no final de um discurso de duas horas.

Todas as atenções estão voltadas para a Pensilvânia, um antigo bastião do aço, onde o cirurgião republicano multimilionário Mehmet Oz, uma estrela de televisão apoiada por Trump, se defronta com o antigo presidente da câmara democrata da pequena cidade de Latrobe John Fetterman.

Nas últimas semanas, Trump tem percorrido o país para apoiar diferentes candidatos republicanos ao Congresso.

A escolha dos eleitores da Pensilvânia é crucial para o equilíbrio de poder no Senado, a câmara alta do Congresso dos Estados Unidos.

Na terça-feira, 08 de novembro, os eleitores americanos vão também renovar toda a Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), bem como escolher governadores e eleitos locais, decisores das políticas de cada estado norte-americano.

Do lado democrata, Biden e o antigo Presidente Barack Obama estiveram, no sábado, em Pittsburgh, também na Pensilvânia, para alertar os eleitores que os direitos ao aborto, a segurança social e até a democracia estão em risco, caso os republicanos consigam a maioria no Congresso na próxima semana.

Mas o aumento dos preços, 8,2% de inflação média ao longo de um ano, permanece de longe a principal preocupação dos norte-americanos.

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