EUA/Cuba: Parlamento cubano ratifica acordo por unanimidade

O parlamento cubano ratificou hoje por unanimidade o acordo alcançado entre Havana e Washington para normalizar as relações entre os dois países, após mais de meio século de hostilidade. “O parlamento cubano deu hoje o seu apoio unânime” ao acordo bilateral que foi anunciado na quarta-feira num discurso do presidente de Cuba, Raul Castro, segundo […]

O parlamento cubano ratificou hoje por unanimidade o acordo alcançado entre Havana e Washington para normalizar as relações entre os dois países, após mais de meio século de hostilidade.

“O parlamento cubano deu hoje o seu apoio unânime” ao acordo bilateral que foi anunciado na quarta-feira num discurso do presidente de Cuba, Raul Castro, segundo noticiou a agência de notícias cubana Prensa Latina.

Raul Castro presidiu a reunião semestral do parlamento cubano hoje, numa sessão que foi muito focada na renovação das relações da ilha comunista com os Estados Unidos.

Os presidentes dos Estados Unidos e de Cuba, Barack Obama e Raul Castro, respetivamente, anunciaram na quarta-feira o restabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

O embargo contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois de uma fracassada invasão da ilha conhecida como Baía dos Porcos, para tentar derrubar o regime de Fidel Castro, em 1961.

Ainda na quarta-feira, os Estados Unidos libertaram os últimos três membros do grupo que ficou conhecido como os Cinco de Cuba, condenados em 2001 por espionagem.

A libertação de Gerardo Hernández, Ramón Labanino e Antonio Guerrero foi anunciada no mesmo dia em que o regime de Havana libertou o norte-americano Alan Gross, detido há cinco anos, em Cuba, também por espionagem.

O parlamento cubano conta com 612 membros e não tem representantes da oposição, reunindo-se duas vezes por ano.

A sessão de hoje, fechada à imprensa internacional, foi convocada para rever o progresso do plano económico anual, que não cumpriu o objetivo de crescimento fixado para este ano, de 2,2%. Cuba deverá crescer apenas 1,3% em 2014, segundo disse o conselho de ministros no início deste ano.

OJE/Lusa

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