Eurofactor procura alternativas de exportação fora da UE para têxtil

Assumindo-se como líder no mercado nacional a nível de factoring de exportação, a Eurofactor tem potenciado o setor têxtil, uma indústria com forte vocação exportadora e que procura mercados fora da União Europeia, afirma Rui Esteves, diretor geral da Eurofactor Portugal.   Que importância está a assumir o factoring nas exportações nacionais? Antes de mais, […]


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Assumindo-se como líder no mercado nacional a nível de factoring de exportação, a Eurofactor tem potenciado o setor têxtil, uma indústria com forte vocação exportadora e que procura mercados fora da União Europeia, afirma Rui Esteves, diretor geral da Eurofactor Portugal.

 

Que importância está a assumir o factoring nas exportações nacionais?

Antes de mais, devo esclarecer como se processa uma exportação no âmbito do factoring: verifica-se quando a empresa de factoring adquire créditos de fornecedores do seu país (o aderente é o exportador), sobre adquirentes estrangeiros (os devedores). E, é importante salientar, ao exportar, o aderente cria, naturalmente, uma maior insegurança quanto ao cumprimento do contrato. O factoring de exportação surge, assim, como um elemento relevante a dois níveis: a da prestação de serviços que inclui a cobertura do risco do crédito e a cobrança; e ao nível do financiamento com a antecipação de fundos, se necessário. O factoring assume, neste contexto, uma importância bidimensional no que concerne as exportações nacionais. Por um lado, trata-se de um serviço que se qualifica como instrumento agilizador das exportações, pois diminui o risco para o exportador e profissionaliza a gestão de cobranças (é preciso não esquecer que, em média, os créditos a receber de clientes representam cerca de 40% dos ativos totais das empresas). Por outro, trata-se de uma atividade económica que também contribui para o saldo positivo da balança comercial, dando assim o seu contributo para que entre mais capital no país. É de referir que o factoring à exportação cresceu 7% em 2014, sendo que o total de créditos tomados à exportação somou 2,5 mil milhões de euros, representando mais 165 milhões de euros face ao valor registado em 2013. A Eurofactor é, há vários anos, líder em Portugal nas operações de factoring de exportação, sendo responsável por 46% de todos os créditos tomados neste segmento em Portugal. Estes resultados devem-se ao facto de a Eurofactor ter vindo a apresentar cada vez mais vantagens competitivas face aos seus concorrentes mais diretos, nomeadamente através de uma constante inovação nas soluções apresentadas ao longo dos anos (como, por exemplo, a solução European Pass, que é única no mercado), experiência acumulada nas relações comerciais internacionais e pela sua integração no grupo Crédit Agricole, o que, por sua vez, permite que o funding ocorra sem os constrangimentos por vezes verificados em Portugal.

Qual o volume total de créditos tomados pela empresa?

Ao longo dos anos, a Eurofactor tem vindo a afirmar-se como um dos principais players do setor no nosso país. Em 2013, a operação portuguesa da Eurofactor registou um volume de créditos tomados superior a 1,54 mil milhões de euros, o que representou um crescimento de 31% face ao período homólogo. Em 2014, a empresa registou um crescimento de 6,8% no seu negócio. Isto representa, mais uma vez, uma evolução em contraciclo com o desempenho do setor em Portugal, que verificou um decréscimo de 1,3% no volume de negócios total. Deste modo, a empresa conseguiu melhorar a sua quota de mercado, passando de 6,9% em 2013, para 7,7% em 2014.

Qual o peso da Eurofactor por setores de atividade?

Em termos de repartição do negócio da Eurofactor por setores de atividade, a empresa registou uma ligeira alteração em 2014 face ao ano anterior. O setor com maior peso continua a ser o da Indústria Transformadora, embora este tenha perdido algum peso, tendo passado de 51,5% da atividade da Eurofactor em 2013 para 49,2% em 2014. O segundo setor com maior peso é o de “Serviços Diversos” que, por sua vez, aumentou a sua representação no negócio da empresa, passando de 40,6% em 2013, para 42,8% do volume de negócios total da Eurofactor. Os restantes setores onde estamos presentes são menos representativos. O setor “Comércio por Grosso e a Retalho” viu um pequeno decréscimo no seu peso total no volume de vendas da Eurofactor, de 5,7% em 2013, para 5,1% em 2014. Os restantes setores são o dos “Transportes e Telecomunicações” que, por sua vez, registou uma subida na sua quota do negócio da empresa, de 2,1% em 2013 para 2,9% em 2014.

O setor têxtil está a subir no ranking das exportações nacionais extra-UE. Qual o papel da Eurofactor no financiamento a este setor de atividade?

Este é um setor onde, tradicionalmente, a Eurofactor está presente porque tem, de facto, uma forte vertente exportadora e que tem vindo a acentuar-se à medida que a qualidade e a inovação dos produtos têxteis nacionais aumentam. Nestes casos, o que a Eurofactor tem procurado é encontrar alternativas para que as exportações dos nossos clientes para países fora da UE sejam seguras, oferecendo soluções de cobertura do risco de crédito, financiamento e serviço de cobrança também naqueles países. Mas ajudamos também a conhecer esses novos mercados e as suas regras muito específicas (em termos de prazos, práticas e regras comerciais, legislação), através do conhecimento que temos em termos internacionais e relações com outros parceiros.

Que oportunidades têm sido encontradas pela indústria têxtil nacional naquele mercado?

É uma realidade que as empresas nacionais têm procurado diversificar os seus mercados de destino para fora da UE, faz parte das estratégias de internacionalização não estar confinado sempre aos mesmos mercados, mas sim procurar novos países (neste caso fora da Zona Euro), que não só valorizam muito a qualidade dos nossos produtos, como também têm margens melhores que alguns países da UE. Temos de ver esta questão também tendo em conta que alguns dos países da Europa que são os nossos principais parceiros (Espanha, França, Alemanha e Itália), são já maduros e não apresentam taxas de crescimento tão interessantes.

Quais os produtos e serviços de maior potencial no mercado nacional oferecidos pela Eurofactor?

O factoring de exportação é o serviço com maior peso no volume de negócios da Eurofactor e é também o serviço em que a empresa melhor se posiciona a nível nacional, pois tem a maior quota de mercado. A solução Full Factoring, em que o cliente tem acesso a três serviços – financiamento, gestão de cobranças e cobertura de risco de crédito, é a solução mais completa que disponibilizamos às empresas e que pode ser aplicada quer nas suas vendas internas, quer para mercados externos. Atualmente, temos também uma outra oferta muito inovadora e que só é comercializada pela Eurofactor – o European Pass, que é direcionada para as empresas portuguesas que têm filiais em outros países europeus e que, desta forma, conseguem ter, num só contrato e com um único interlocutor, condições muito competitivas que abrangem todas as suas filiais, independentemente da sua dimensão e com uma fonte centralizada de financiamento. O Reverse factoring é também outro dos nossos produtos e que tem tido uma procura crescente nos últimos anos por parte das PME.

Qual a recetividade pelas empresas ao Reverse Factoring? Quais os custos associados?

Normalmente, para além do factoring mais tradicional, as modalidades mais utilizadas são o factoring doméstico e o reverse factoring. O Reverse Factoring é um serviço com uma crescente procura, pois supõe que o Factor seja responsável pela gestão dos pagamentos a fornecedores, mediante as instruções indicadas pelo cliente. Desta forma, as empresas podem beneficiar de um desconto comercial negociado com os seus fornecedores, perante a garantia do recebimento pelo Factor dos créditos, na data do seu vencimento. Deste modo, o Reverse Factoring tem ganho uma crescente implantação no mercado pois permite às empresas ultrapassarem os constrangimentos na concessão de crédito, dotando-as de maior capacidade de negociação com fornecedores.

Por Vítor Norinha/OJE

Esta entrevista integra  4ª edição  do Especial França, dedicado à área financeira e seguradora.

Outras edições do Especial França já publicadas:

Número  1

Número 2

Número 3

 

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