Eurogrupo não está a pensar numa expansão fiscal para a zona euro em 2017

Pierre Moscovici, Comissário Europeu para os Assuntos Económicos, revelou hoje no seu blog que a Comissão Europeia não está a pensar propor uma expansão fiscal para a zona euro em 2017.

O Comissário Europeu revelou mesmo que a Comissão Europeia “não vai jogar” com o estímulo fiscal para zona euro, a propósito do tema que será discutido amanhã no Eurogrupo: O estímulo adicional de 50 mil milhões de euros para 2017, equivalentes a 0,5% do PIB da zona euro, proposto pela Comissão Europeia, para impulsionar a recuperação económica por via do investimento e da redução de impostos.

O político socialista sublinhou que “a prioridade política que prevalece neste momento é apoiar o crescimento” e salientou que isso deve ser feito através de políticas “monetárias, fiscais e estruturais” e que “a zona euro deve fazer a sua parte” neste esforço.
O comissário antecipa a discussão que abre amanhã a reunião dos Ministros da Economia e Finanças do Eurogrupo sobre a recomendação de Bruxelas para fornecer um estímulo orçamental na área do euro até 50.000 milhões de euros ( 0,5% do PIB) em 2017, e que deve vir de países com melhor situação fiscal, apontando em particular para a Alemanha e os países Baixos.

Moscovici argumentou que a proposta visa também “distribuir melhor o esforço fiscal entre os membros da zona do euro”. Sublinhou ainda que a Comissão “deixou claro” que os países que ainda têm elevados níveis de défice ou da dívida terão de continuar a respeitar os seus compromissos, enquanto aqueles que têm excedente “devem ser incentivados a utilizarem estes recursos para impulsionar o desenvolvimento interno e especialmente o investimento”.

“A prioridade agora é sustentar o crescimento. Tal como sublinhado pelos líderes do G20, em setembro, isso significa usar todos os instrumentos políticos, monetários, fiscais e estruturais, individual e coletivamente para esta finalidade”, escreve Moscovici. “A zona euro deve desempenhar o seu papel neste esforço global e deve fazê-lo de uma forma internamente equilibrado, justo e coerente. Esta é a posição que se defende no Eurogrupo “, acrescenta.

É a primeira vez que Bruxelas propõe posição fiscal conjunta para toda a zona euro, porque até agora os seus trabalhos em matéria fiscal, na ausência de uma política comum, tem se limitado a avaliar os processos nacionais e dar recomendações individuais.

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