Euronext vai lançar índice para tecnológicas em julho. Greenvolt e EDP Renováveis juntam-se à iniciativa ‘Tech Leaders’ (com áudio)

O projeto europeu da Euronext para líderes tecnológicos envolve 100 empresas, entre as quais portuguesas da área da energia limpa.

A Euronext apresentou esta terça-feira um novo projeto chamado Tech Leaders (“líderes tecnológicos”) para permitir o desenvolvimento das empresas tecnológicas europeias, no qual estão envolvidas duas portuguesas: a EDP Renováveis e a Greenvolt. A iniciativa vai refletir-se no lançamento de um novo índice composto para o sector da tecnologia, provavelmente, já no início de julho.

“Este lançamento é um passo fundamental na construção do próximo projeto europeu, enquanto todos os propósitos se mantêm em desenvolver os mercados de capitais na Europa e financiar a economia. O objetivo é preparar os mercados de capitais para as gerações futuras, permitir o desenvolvimento do sector tecnológico”, começou por explicar o CEO e presidente do conselho de administração da Euronext, numa call com jornalistas.

Stéphane Boujnah considera que ir para a bolsa “é um marco natural para projetos de negócio bem-sucedidos e representa uma grande oportunidade para acelerar o crescimento das empresas do sector tecnológico”. “É por isso que a Euronext está comprometida em realçar esta histórias tech e dar-lhes hipótese de aumentarem o seu potencial de crescimento”, justificou o CEO e chairman da Euronext.

Segundo a Euronext, a Tech Leaders é uma iniciativa “dinâmica” – no sentido em que não é estanque às empresas que estão envolvidas neste momento – e abrange várias dimensões, como por exemplo a criação de um segmento de mercado mais reúne mais de cem líderes de tecnológicas que estão cotadas e representam mais de mil milhões em capitalização de mercado agregada.

Trata-se de um complemento à oferta de serviços da Euronext para o sector tecnológico, cujo intuito é dar visibilidade às empresas perante investidores internacionais. “Não é um novo mercado para startups”, ressalvou Stéphane Boujnah na chamada com a imprensa europeia. “A iniciativa Euronext Tech Leaders surge para responder a uma forte procura por parte do ecossistema de tecnologia”, esclareceu.

A Tech Leaders compreende ainda a criação de uma rede/comunidade de líderes tecnológicos, que passam a ter um cartão de filiados para acesso a network exclusivo da Euronext – que funciona como um parceiro de contactos em eventos deste “clube”. Além disso, a dupla de empresas portuguesas e as restantes terá acesso a comunicação e promoção e aos designados “serviços pré-IPO”, que são disponibilizados para que as organizações possam financiar o seu crescimento nos mercados abertos.

“O Nasdaq é o Nasdaq, o maior mercado tecnológico dos Estados Unidos. Não estamos a competir. O que estamos é uma abordagem diferente, contínua, para dar visibilidade às empresas tecnológicas, fazer algo diferente e desfragmentar o sector na Europa. É um veículo visível”, afirmou ainda Stéphane Boujnah, quando questionado sobre a concorrência com a bolsa norte-americana.

Como é que são escolhidas as empresas? Consoante o seu estágio de crescimento e performance, mas há métricas específicas (a menos que sejam unicórnios): ser uma empresa tecnológica cotada na Euronext (e aqui o conceito é abrangente ao ponto de incluir a energia limpa ou cleantech) e ter uma capitalização bolsista superior a 300 milhões de euros.

Entre os parceiros nesta iniciativa, além dos apoios em cada país onde a Euronext opera, estão BNP Paribas, Goldman Sachs, HCBC, JP Morgan e Société Générale.

A Euronext acredita que tem um ecossistema tecnológico “rico” porque conta com mais de 700 empresas de tecnologia cotadas nas bolsas geridas pela Euronext e mais outras 660 empresas que participaram nos programas pré-IPO da Euronext (TechShare e IPOready).

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