European Innovation Academy regressa em 2022 à versão presencial

A versão online deste ano atingiu os objetivos propostos e uma parte dos instrumentos criados para a a suportar vão continuar ativos: afinal, é a inovação digital que faz correr a academia.

A European Innovation Academy, o maior programa de verão líder na formação para o empreendedorismo focado na inovação digital, fechou oficialmente a sua EIA Global 2021 e prepara o regresso à opção presencial. Num contexto em que 2020 trouxe mudanças notáveis, nomeadamente a perda da oportunidade de viajar, de estudar no exterior e conhecer pessoas cara-a-cara – a organização considera ter atingido os objetivos que se propôs. A Academia decidiu que a educação da próxima geração não podia parar por causa da pandemia e, com a ajuda dos seus parceiros (o município de Cascais, a Universidade Nova de Lisboa, o Santander Universidades e a BETA-i), lançou-se com determinação na organização da EIA Global 2021.

“É o primeiro programa de empreendedorismo virtual do mundo, que conseguiu reunir durante três semanas estudantes de todo o mundo para começarem os seus próprios projetos”, refere oficialmente a organização. Foram 350 alunos (dos quais 140 portugueses) que trabalham em 70 startups diferentes, oriundos de 60 países diferentes e de 40 universidades de todo o mundo que encontraram – por certo de forma que os surpreendeu – um ponto de encontro (virtual, é certo) onde puderam partilhar experiências, absorver conhecimentos e principalmente não deixar a formação em stand by por tempo indeterminado.

Os participantes passaram por uma jornada de 15 dias para chegar à fase final – tem do começado com a criação de uma equipa internacional reunida em torno de uma ideia. Tiveram que construir um protótipo e uma primeira campanha de marketing para lançar o seu produto no mercado global e, talvez a parte mais difícil, tiveram de enfrentar os investidores.
Foram cinco as equipas que chegaram à fase de ‘embate’ com os investidores – e todas elas tiveram a participação de portugueses.

Eis as que chegaram aí (e os nomes dos portugueses envolvidos: Culture Kit (Filipe Pessoa, Universidade de Coimbra e Catarina Ribeiro, IST); Protosyn (Tiago Gil, ISEL, José Pereira, Universidade de Aveiro, e Hugo Sales, Universidade do Porto); Diagnostic Toys (Hugo Jorge, ISEL, Carolina Capela, IST, e João Gomes, Universidade do Porto); Genius Caps (Gabriel Figueiredo, IST, Ana Rita Vieira, Universidade do Porto e Isabel Costa, Universidade do Porto); e Wellness Wonders (Petra Guimarães, Universidade do Porto e Maya Almeida, Universidade dos Açores). Genius Caps, Protosyn e Culture Kit foram os três projetos que acabaram por merecer a distinção do júri.

O Banco Santarder afirmou-se como um dos grandes promotores da iniciativa, ao abrir candidaturas para a atribuição de 168 bolsas para estudantes das 21 universidades que mantêm convénios com a instituição. Com o auxílio de cerca de 50 mentores, a organização pretende transportar os participantes para um universo o mais próximo possível da realidade. A forma de o fazer é aparentemente simples: cada equipa tem de estabelecer uma ideia, qualquer ideia, a partir da qual deve organizar uma espécie de master plan que sirva de esteio à sua concretização. Desde logo, a ideia inicial é suposto ser revertível para um conceito de negócios – sob pena de servir de pouco. O que está à prova é a capacidade de transformar uma boa ideia num negócio – e perceber-se que uma boa ideia não chega: o segredo está no encontrar de uma ideia ‘’vendável’.

Regresso ao presencial
O tempo é agora de regressar aos encontros presenciais e fazer voltar o programa aos seus moldes tradicionais. A próxima edição, a de 2022 – que deverá desta vez decorrer na cidade do Porto – já voltará a ser presencial (se nada de muito mau se passar na frente pandémica), permitindo que a experiência seja mais eficaz e impressiva.

Mas, como sucede um pouco por todo o mundo académico, a versão digital não será de todo um desperdício. Uma parte dos instrumentos que serviram para a edição online não só não perderam atualidade, como constituem um suporte que pode ser usado com grande vantagem nas edições presenciais. A versatilidade deste material é também uma imersão no universo que a EIA quer explorar. O objetivo é o de, até 2025, educar para a inovação digital cerca de um milhão de alunos.

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