Ex-embaixador da Venezuela na ONU sugere pena de morte para acabar com corrupção

Em declarações ao canal privado de televisão, Globovisión, Chaderton, que integra a delegação que representa o Governo venezuelano na mesa de diálogo com a oposição, admitiu que a corrupção se agravou e alastrou por todo o país.

O ex-embaixador da Venezuela na ONU Roy Chaderton sugeriu hoje que o país devia “aplicar a pena de morte para acabar com a corrupção”.

Em declarações ao canal privado de televisão, Globovisión, Chaderton, que integra a delegação que representa o Governo venezuelano na mesa de diálogo com a oposição, admitiu que a corrupção se agravou e alastrou por todo o país.

“Por onde formos, encontramos sinais” de corrupção, sublinhou. Chaderton reconheceu que “às vezes sonha” com a implementação da pena de morte para os corruptos, medida que devia vigorar durante pelo menos 50 anos, “tempo suficiente para acabar com essa cultura” negativa na Venezuela.

Por antever reações negativas de organizações de defesa dos direitos humanos em relação a estas declarações, o ex-embaixador sublinhou que “quando alguém pode ser levado a escolher entre a morte de uma (pessoa) miserável e a morte do país, é preferível salvar a nação”.

As declarações de Roy Chaderton têm lugar depois de o procurador-geral designado pela Assembleia Constituinte, Tarek William Saab, ter anunciado a detenção de mais de 60 dirigentes da empresa estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA), entre eles o ex-presidente Rafael Ramírez, por alegada corrupção.

Segundo Chaderton, a investigação começou “tarde, mas não é tardia” e as autoridades devem “identificar os responsáveis pela drenagem dos recursos do país”.

Relacionadas

Presidenciais de 2018 na Venezuela mostram inquietações da oposição

O antigo candidato da oposição Henrique Capriles não gostou da disponibilidade de Lorenzo Mendoza – um dos homens mais ricos do país – para se candidatar contra Maduro.

Nicolás Maduro anuncia vitória nas eleições municipais da Venezuela

Mais de nove milhões de eleitores participaram nas eleições municipais de domingo na Venezuela, anunciou o Conselho Nacional Eleitoral.
Recomendadas

Kyiv condena “detenção ilegal” do diretor geral da central de Zaporíjia

A Ucrânia condenou este sábado a “detenção ilegal” do diretor geral da central nuclear da Zaporijia, Ihor Mourachov, que foi preso na sexta-feira pela Rússia, que controla o local.

Gazprom corta distribuição de gás para Itália

A Gazprom fornece gás a Itália através de um gasoduto que passa também pela Áustria, mas este corte terá apenas o território como alvo.

Milhares de tropas russas cercadas na região anexada de Donetsk, diz Kiev

A Ucrânia reivindicou hoje ter cercado milhares de soldados russos na zona da cidade de Lyman, na região de Donetsk, anexada pela Rússia, onde retomou o controlo de cinco aldeias.
Comentários