Ex-governante dos EUA Mike Pompeo diz que acabou era da “cooperação cega” com China (com áudio)

“Se queremos um século XXI livre, não o século chinês, aquele com que [o Presidente da China] Xi Jinping sonha, o velho paradigma da cooperação cega deve acabar”, afirmou, num fórum económico em Kaohsiung.

O ex-secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo defendeu hoje, em Taiwan, que terminou a era da “cooperação cega” com a China e que as ambições crescentes de Pequim na região aproximaram outras nações.

“Se queremos um século XXI livre, não o século chinês, aquele com que [o Presidente da China] Xi Jinping sonha, o velho paradigma da cooperação cega deve acabar”, afirmou, num fórum económico em Kaohsiung.

“A conduta agressiva da China, diplomaticamente, militarmente, economicamente (…) mudou esta região. E aproximou ainda mais aqueles que preferem a paz e o comércio”, argumentou.

A China sustenta que Taiwan faz parte do seu território, a recuperar um dia, se necessário, pela força. E Pequim resiste a qualquer ação diplomática que possa legitimar alguma soberania da ilha.

Mike Pompeo é um dos políticos norte-americanos mais conhecidos em Taiwan, em parte depois de ter tomado a decisão de levantar as restrições ao contacto oficial com Taipé.

O ex-Presidente Donald Trump tanto elogiava o homólogo Xi Jinping, como conduzia uma guerra comercial agressiva com Pequim e aumentava os contactos oficiais com Taiwan.

O atual Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem mantido a maioria das políticas da era Trump em relação a Taiwan.

Washington mantém há muito tempo uma política de “ambiguidade estratégica” sobre uma possível intervenção militar, caso a China invadisse Taiwan.

Mas Biden começou a afastar-se desta posição, dizendo em múltiplas entrevistas que os EUA iriam em auxílio de Taiwan em caso de ataque.

Pompeo, que desde que deixou o cargo tem defendido o reconhecimento diplomático de Taiwan como uma nação independente, criticou hoje as observações de Biden, classificando-as de confusas.

“Em termos do verdadeiro compromisso da América com Taiwan, a ambiguidade que definiu a política dos EUA tornou-se agora ainda mais ambígua. Isto preocupa-me muito”, observou.

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