Ex-ministra francesa suspeita de estabelecer relações ilegais com empresa sul-coreana

A Alta Autoridade enviou o processo ao Procurador Público de Paris, que vai agora decidir sobre a possibilidade de se abrir um inquérito judicial.

A ex-ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, é suspeita de ter estabelecido ligações ilegais com uma empresa sul-coreana que foi uma de suas interlocutoras quando esteve no Governo, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

Neste relatório publicado no “Jornal Oficial”, a Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública acredita que a antiga ministra não teve as reservas exigidas no exercício do seu cargo governamental, “tomando como cliente uma empresa privada com a qual havia concluído um contrato ou formulado um parecer sobre um contrato”.

A Alta Autoridade enviou o processo ao Procurador Público de Paris, que vai agora decidir sobre a possibilidade de se abrir um inquérito judicial.

Fleur Pellerin foi ministra da Cultura de agosto de 2014 a fevereiro de 2016, durante o mandato do Presidente François Hollande.

Na liderança da empresa de investimentos que criou, a Korelya Consulting, Pellerin administra desde setembro de 2016 um fundo da Naver Corp, uma ‘peso pesado’ sul-coreano da Internet.

Segundo a Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública Fleur Pellerin já havia estabelecido ligações com esse grupo durante o período em que esteve no Governo.

De acordo com a comunicação social francesa, a Korelya Consulting recebeu um total de 200 milhões de euros entre 2016 e 2017 do grupo sul-coreano.

Recomendadas

Governo acompanha caso de portuguesa encontrada morta em França

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou hoje que os consulados gerais de Estrasburgo e do Luxemburgo estão a acompanhar “com especial atenção” o caso de uma portuguesa encontrada morta em França.

Marcelo assume contacto a José Ornelas para lhe dizer que envio de denúncia “não foi pessoal”

O Presidente da República assumiu hoje que teve a iniciativa de contactar o bispo José Ornelas para lhe dizer que “não foi pessoal” a denúncia contra ele que encaminhou para o Ministério Público.

Marcelo “não deveria ter falado” com José Ornelas, considera Ventura

O presidente do Chega, André Ventura, considerou hoje que o Presidente da República “não deveria ter falado” com o bispo José Ornelas sobre questões relacionadas com a denúncia de alegado encobrimento de abusos sexuais.
Comentários