Ex-presidente do INEM detido por suspeitas de corrupção

Justiça investiga negócio de mais de 100 milhões euros relativos à venda de plasma sanguíneo.

A PJ deteve esta terça-feira o médico Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica e responsável pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, por suspeitas de corrupção ativa e passiva.

O antigo número um do INEM e da ARS de Lisboa e Vale do Tejo será mesmo o principal suspeito de corrupção no denominado caso Máfia do Sangue.
Em nota sobre a operação desta terça-feira, batizada como “O- (O negativo)”, a Procuradoria-Geral da República adianta terem sido ordenadas “mais de três dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias”.

“As buscas decorrem na área da Grande Lisboa e do Grande Porto, havendo duas buscas que têm lugar em território suíço”, adianta o comunicado da PGR, que confirma uma detenção, sem no entanto identificar o suspeito.

“Quatro destas buscas decorrem em instituições e estabelecimentos oficiais relacionados com a área da saúde, incluindo no Ministério da Saúde e no INEM. Duas das buscas realizam-se em escritórios e locais de trabalho de advogados”, lê-se no documento.

Neste inquérito, explica o gabinete de Joana Marques Vidal, são investigadas “suspeitas de obtenção, por parte de uma empresa de produtos farmacêuticos, de uma posição de monopólio no fornecimento de plasma humano inactivado e de uma posição de domínio no fornecimento de hemoderivados a diversas instituições e serviços que integram o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Para o efeito, um representante da referida empresa de produtos farmacêuticos e um funcionário com relevantes funções no âmbito de procedimentos concursais públicos nesta área da saúde terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a empresa do primeiro”, acrescenta a mesma nota.

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