Ex-secretário de Estado Miguel Cruz é o novo presidente da Infraestruturas de Portugal

Na Assembleia Geral anual realizada esta sexta-feira, foram eleitos os membros do conselho de administração executivo da empresa pública, entre os quais está Miguel Cruz, que esteve nas Finanças e liderou a Parpública.

O ex-secretário de Estado Miguel Cruz é o novo presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), informou a empresa esta sexta-feira, em comunicado divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na Assembleia Geral anual realizada esta tarde, foram eleitos os membros do conselho de administração executivo da gestora pública das redes ferroviária e rodoviária para o mandato 2022-2024, entre os quais estão os vice-presidentes Carlos Fernandes e Maria Amália de Almeida. Os nomes de Vanda Nogueira, Alexandra Barbosa e Ana Isabel Coelho foram escolhidos para vogais.

O novo presidente da IP, Miguel Cruz, foi secretário de Estado do Tesouro de junho de 2020 até março deste ano. Antes de ir para as Finanças, foi durante quatro anos presidente da Parpública, holding estatal que concentra diversas posições financeiras do Estado (como a da TAP). No seu currículo consta ainda a presidência do conselho diretivo do IAPMEI entre 2014 e 2017, a presidência dos conselhos de administração da Circuito do Estoril e da Sagesecur e o cargo de vogal não executivo do conselho de administração da Águas de Portugal.

No perfil biográfico elaborado pelo XXII Governo, lê-se ainda que o novo número um da IP teve também funções de: presidente do Conselho Geral e de Supervisão da Portugal Ventures, presidente da mesa da Assembleia Geral da APCRI – Associação Portuguesa de Capital de Risco, da FNABA – Federação Nacional de Associações de Business Angels, da AIEL – Associação para a Inovação e Empreendedorismo de Lisboa, da PME Investimentos e da Lispólis.

Em termos de formação académica, Miguel Cruz é doutorado em Economia pela London Business School, licenciado em Economia, mestre em Gestão e conta com um MBA com especialização em Finanças pela Universidade Católica Portuguesa.

No ano passado, o grupo IP teve um resultado líquido positivo de 15,9 milhões de euros, que compara com o prejuízo de 57,2 milhões de euros registado no primeiro ano da pandemia. O volume de negócios da empresa do Estado atingiu, em 2021, o montante de 1.102 milhões de euros. “Em 2021 realizaram-se na rede, um total de 35 milhões de comboios quilómetro (CK), sendo 84% de tráfego de passageiros e 16% relativos ao segmento de mercadorias”, relatou a IP, no relatório financeiro.

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