Excelente altura para acumular níquel!

Em termos económicos, a crise na Ucrânia tem sido um choque na cadeia de abastecimento, sobretudo no mercado de metais e bens agrícolas.

 

A Rússia é responsável por cerca de 27% das exportações mundiais de níquel bruto e cerca de 17% das exportações de níquel de alta qualidade. O níquel é um componente crucial em tudo, desde a indústria siderúrgica, ao fabrico de aço inoxidável, passando pelos tubos, até ao fabrico das baterias que alimentam os carros elétricos.

A Rússia é responsável por 27% das exportações de níquel em bruto. A maior parte da mercadoria russa é exportada para a Europa. Fonte: OEC

 

Mas com a Ucrânia sob cerco, as empresas ocidentais têm sido cautelosas em comprar níquel russo: o aumento da procura de níquel de todos os outros lugares fez-se sentir, o que, por sua vez, fez subir o preço na London Metal Exchange (LME).

Na primeira semana de março, o preço desta matéria-prima valorizou mais de 200%, forçando a LME a suspender a sua transação pela primeira vez desde 1985.

Comportamento do preço do Níquel (intervalo M1). Fonte: xStation5

 

A LME suspendeu a negociação eletrónica de níquel na quarta-feira, 16 de março, momentos depois do principal mercado mundial do metal ter sido reaberto após uma semana de encerramento. A nova interrupção na negociação aconteceu depois do preço do níquel ter caído quando o mercado abriu. As novas limitações, criadas de modo a suportar a readmissão à negociação, destinavam-se a evitar que o preço baixasse mais de 5%, mas bastaram apenas algumas transações para que fosse ultrapassado o limite de 45.590 dólares por tonelada. Isso obrigou a LME a suspender novamente a negociação para “investigar” o problema.

Embora as reservas de níquel registadas na LME tenham atingido o seu nível mais baixo desde 2019, há alguns especialistas que acreditam num arrefecimento dos preços, já que se perspetiva, sobretudo a partir do final deste ano, um aumento dos volumes de níquel disponíveis no mercado.

 

As reservas de níquel na LME ascendem a apenas 77 mil toneladas. Fonte: Bloomberg

 

Esta inconstância na negociação do níquel na LME levou alguns americanos a encontrar uma forma de ganhar algum dinheiro com a valorização do níquel: acumular moedas de cinco cêntimos de dólar. Sim, a moeda vale apenas cinco cêntimos, mas os metais que contém – 75% de cobre e 25% de níquel – há muito que valem mais do que isso. Apesar da fusão de moedas constituir uma atividade ilegal, muitos especuladores oportunistas apressaram-se a ziguezaguear entre bancos e cooperativas de crédito para reunirem nickels, com a esperança de um dia vendê-los por mais de cinco cêntimos. Mas esta prática não é, de todo, nova. De acordo com Michael Lewis da Boomerang, o gestor do hedge-fund Kyle Bass possui 1 milhão de dólares em moedas que armazena num cofre em Dallas. A grande maioria destes especuladores não estão, na realidade, a retirar qualquer tipo de lucro rápido destas moedas de cinco cêntimos.

O que torna o investimento em níquel diferente de tantas outras modalidades de investimento, onde o seu dinheiro pode desvalorizar, é que as moedas de cinco cêntimos serão sempre moedas de cinco cêntimos, independentemente da quantidade de níquel que contêm, enquanto que o potencial de subida é bastante grande.

 

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Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a XTB.

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