Executivo da Apple demite-se por não concordar com regresso aos escritórios três dias por semana

A política é mais rígida do que muitas das empresas vizinhas como a Meta, Google e Twitter. Dada a concorrência no setor, os funcionários da Apple protestaram contra as exigências da empresa e estão a demitir-se em protesto.

16 – Apple

Um executivo da Apple, Ian Goodfellow, deixou a empresa por discordar das exigências da gigante da tecnologia em relação ao trabalho presencial: os funcionários devem trabalhar a partir do escritório três dias por semana, em contracorrente com a flexibilidade de outras empresas de Silicon Valley.

Segundo o “The Verge”, o diretor de aprendizagens da Apple disse aos funcionários ao sair que discordava da insistência da empresa no retorno dos funcionários à sede em Silicon Valley. “Acredito fortemente que mais flexibilidade teria sido a melhor política para minha equipa”, terá dito Goodfellow, citado pelo “The Telegraph”.

Atualmente, os funcionários da Apple gigante da tecnologia trabalhar pelo menos um dia no escritório e, a partir de 23 de maio, serão obrigados a trabalhar na segunda, terça e quinta-feira. Poderão trabalhar em casa ou no escritório às quartas e sextas-feiras e remotamente quatro semanas por ano.

A política é mais rígida do que muitas das empresas vizinhas como a Meta, Google e Twitter, nas quais os funcionários foram informados de que podem trabalhar remotamente permanentemente ou com mais flexibilidade quando no escritório.

Dada a concorrência no setor, os funcionários da Apple protestaram contra as exigências da empresa e estão a demitir-se em protesto. A saída de Goodfellow — um dos especialistas em inteligência artificial mais conhecidos do mundo, roubado à Google em 2019 — é a mais pesada até á data.

O presidente-executivo da Apple, Tim Cook, defende que o contacto humano é necessário. “Por tudo o que conseguimos alcançar enquanto muitos de nós estávamos separados, a verdade é que faltou algo essencial no ano passado: um ao outro”, disse em nota à equipa em 2021. “A videoconferência diminuiu a distância entre nós, com certeza, mas há coisas que simplesmente não se podem replicar”.

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