Êxodo de refugiados atinge os 6,1 milhões e supera o venezuelano

O ACNUR indica também que mais de 1,7 milhões de ucranianos voltaram a entrar no seu país, depois do início da guerra, mas não tem evidências de que exista um “fluxo estável de retornados”.

A invasão da Ucrânia pela Rússia já originou um êxodo de refugiados ucranianos superior ao registado na Venezuela (6 milhões), ao alcançar hoje os 6,1 milhões, segundo os números divulgados pelo Alto Comissariado para Refugiados da ONU (ACNUR).

De acordo com os dados mais recentes divulgados por este organismo, citados pela agência Efe, só nas últimas 24 horas foram registadas mais de 30 mil saídas da Ucrânia.

O ACNUR indica também que mais de 1,7 milhões de ucranianos voltaram a entrar no seu país, depois do início da guerra, mas não tem evidências de que exista um “fluxo estável de retornados”.

A Polónia, vizinha da Ucrânia, continua a ser o principal país de acolhimento deste êxodo ucraniano, registando mais de 3,3 milhões de entradas, seguido pela Roménia (901 mil), Rússia (800 mil) e Hungria (cerca de 600 mil).

Desde o início da invasão do exército russo, em 24 de fevereiro, 6,1 milhões de ucranianos tiveram de fugir do país, número que supera o êxodo de refugiados originados pela crise política e económica verificada na Venezuela (6 milhões).

Além destes refugiados, há cerca de oito milhões de deslocados internos, segundo os dados das Nações Unidas.

No total, mais de 14 milhões de pessoas (cerca de um terço da população) tiveram de abandonar as suas casas devido à guerra com a Rússia.

Este conflito é o pior que se vive na Europa desde o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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