Exportações de petróleo russo para a Ásia dispararam 58% desde o início da guerra

Esse crescimento fez com que a oferta inicial de 1,2 milhões de barris por dia (BPD) para a região se aproximasse da marca dos 1,9 milhões de BPD.

Algumas nações, incluindo o Reino Unido e os EUA, já proibiram a importação de petróleo russo, o que de acordo com uma análise da “CryptoMonday”, levou o país a repensar as suas relações comerciais, colocando mais ênfase na Ásia.

A análise da “CryptoMonday” concluiu que as exportações de petróleo da Rússia para a Ásia cresceram 58% desde que começou a invasão da Ucrânia. Esse crescimento fez com que a oferta inicial de 1,2 milhões de barris por dia (BPD) para a região se aproximasse da marca dos 1,9 milhões de BPD.

“A Rússia tem tido algumas escolhas difíceis por tomar após as sanções pungentes”, diz Jonathan Merry, CEO da CryptoMonday. “Os embargos económicos que está a enfrentar obrigam a considerar mercados alternativos ao seu petróleo. Isso é visível através da expansão das remessas para a Ásia, principalmente China e Índia. A Rússia está a usar preços com grandes descontos para aumentar a participação de mercado na região”.

Além da análise da CrytoMonday, especialistas consultados pela “CNBC” concluíram que Moscovo iria procurar novos compradores do petróleo russo como forma de responder às sanções europeias. As fontes indicaram que a Rússia já tinha dois prováveis ​​compradores para o petróleo: China e Índia.

Embora a Índia tradicionalmente importasse muito pouco petróleo da Rússia – apenas entre 2% e 5% ao ano – as suas compras dispararam nos últimos meses. A Índia comprou 11 milhões de barris em março e esse número saltou para 27 milhões em abril e 21 milhões em maio. Um forte contraste com os 12 milhões de barris que comprou da Rússia em todo o ano de 2021.

Já a China, de março a maio, comprou 14,5 milhões de barris – um aumento de três vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

Relativamente à comercialização da energia, a Rússia já admitiu que espera um salto nos lucros das exportações de energia este ano, não tendo sido afetada pelas sanções. “Este ano aumentaremos significativamente os lucros da exportação dos nossos recursos energéticos”, disse o ministro do Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov.

O governante russo acrescentou ainda que “o petróleo, de um modo geral, não está sujeito à política, há uma procura por ele”. “Temos mercados alternativos de vendas, onde já estamos aumentando as vendas”, assegurou.

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