Extradição de Assange para os EUA aprovada pelo governo britânico

Uma ordem final de extradição de Assange, detido há três anos desde que foi preso à porta da embaixada do Equador em Londres, foi emitida pelos tribunais em abril e o caso foi entregue a Patel. Assange tem 14 dias para recorrer da decisão.

A extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para os Estados Unidos da América (EUA), foi aprovada pela ministra da Administração Interna britânica, Priti Patel. Os tribunais consideraram que a extradição não seria “incompatível com os seus direitos humanos” e que, enquanto estiver nos EUA, “ele será tratado adequadamente”, segundo o Governo, citado pela “BBC”.

Uma ordem final de extradição de Assange, detido há três anos desde que foi preso à porta da embaixada do Equador em Londres, foi emitida pelos tribunais em abril e o caso foi entregue a Patel para uma decisão formal. Agora, Assange tem 14 dias para recorrer da decisão.

A União Europeia já tinha pedido ao Reino Unido para travar a extradição por estarem em causa direitos de liberdade de imprensa e de informação, para além “implicações mais amplas dos direitos humanos”.

A justiça norte-americana quer julgar o australiano por este ter divulgado, desde 2010, mais de 700.000 documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas dos EUA, principalmente no Iraque e no Afeganistão. Segundo a “Lusa”, as 17 acusações de espionagem e uma acusação de uso indevido de computador acarretam uma pena máxima de 175 anos de prisão, embora o advogado tenha dito que “a pena mais longa antes imposta por este crime é de 63 meses”.

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