Extrema direita na Europa em ascensão

Na Europa começa-se a assistir a uma mudança na preferência dos eleitores que, aparentemente, mostram que estão cansados dos mesmos partidos políticos que têm governado as principais potências europeias nestes últimos anos.

 

Depois do caso na Suécia e em França, embora este último sem sucesso, foi a vez da terceira maior potência europeia, a Itália.

Ao longo das últimas duas décadas, o país não tem conseguido crescer, refletindo-se no fraco desempenho do PIB, enquanto que a dívida pública continuou a engordar para níveis alarmantes. Ao mesmo tempo, a taxa de criminalidade no país aumentou substancialmente e muitos dos italianos têm optado por sair do país para procurar novas oportunidades.

No entanto, em Itália, e ao contrário de França, a extrema direita liderada por Georgina Meloni venceu as eleições e sagrou-se como primeira primeira-ministra pelo partido “Irmãos de Itália”. O partido surgiu do movimento neo-facista criado por pessoas, na altura, leais a Mussolini. Apesar de tudo, Meloni após ter vencido as eleições apelou de imediato à estabilidade entre todos os partidos para que se consiga criar um ambiente de cooperação em prol do país. Embora Meloni defenda algumas medidas controversas como medidas anti-migração, o objetivo da nova primeira-ministra parece passar por recuperar a credibilidade de Itália nos mercados internacionais.

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Nos mercados de capitais, a bolsa italiana reagiu bem ao anúncio e terminou a sessão de segunda-feira, 26 de setembro, com ganhos superiores a 1%, antes de ter devolvido todos os ganhos ao mercado nas sessões seguintes. No mercado obrigacionista, as yields italianas tiveram um desempenho ligeiramente inferior ao dos seus pares, empurrando o spread das yields italianas-alemãs para um aumento de duas semanas em 238 pontos.

Que implicações pode ter nos mercados?

Embora a reação nos mercados internacionais não tenha sido negativa, é importante notar que a extrema direita está a ganhar cada vez mais importância na Europa, e esta questão não pode ser negligenciada.
Para os mercados, parece que os investidores ainda estão a digerir a instabilidade política que se está a instalar na Europa. Apesar da sessão, as eleições em Itália não provocaram quedas nos índices. A ameaça de que Marine Le Pen, da extrema direita em França, pudesse ganhar, provocou períodos de maior volatilidade, principalmente no índice francês – CAC40.

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Numa altura em que a Europa se vê de mãos atadas com vários problemas como problemas na Ucrânia e nas relações comerciais com a Rússia, aumento da inflação e nvel elevado da dívida (agravado pela pandemia), resta-nos perceber agora se estes fatores poderão influenciar ainda mais os eleitores a votarem em partidos mais extremistas.

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Ascensão da extrema direita na Europa. Fonte: Statista

 

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