Fábrica da Embraer em Évora é opção para fabricar componentes de nova aeronave

As fábricas da empresa brasileira Embraer em Évora, que produzem estruturas metálicas e de compósitos, são uma opção para a produção do seu novo avião comercial, o E2, afirmou o presidente da empresa, Frederico Curado. “Estamos a desenvolver o E2 neste momento. Daqui a um ano, talvez, vamos ter de decidir onde fabricar alguns componentes, […]

As fábricas da empresa brasileira Embraer em Évora, que produzem estruturas metálicas e de compósitos, são uma opção para a produção do seu novo avião comercial, o E2, afirmou o presidente da empresa, Frederico Curado.

“Estamos a desenvolver o E2 neste momento. Daqui a um ano, talvez, vamos ter de decidir onde fabricar alguns componentes, e Évora é certamente uma das opções”, disse Curado, realçando que está a conversar com o governo português para discutir o projeto.

A Embraer entrou em Portugal em 2005, quando adquiriu ativos da empresa OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, dedicada ao fabrico e manutenção de componentes de aviação.

A empresa brasileira é atualmente tanto a indústria aeronáutica do Brasil, como de Portugal, considerou Frederico Curado, que interveio terça-feira à noite na cerimónia em que foi homenageado pela Câmara Portuguesa de Comércio do Brasil, em São Paulo, no jantar de comemoração do 102º aniversário da instituição.

“A nossa visão é a de fazer a empresa crescer, e aumentar também as operações em Portugal”, afirmou.

O presidente da Embraer disse ainda que as fábricas da empresa em Évora devem chegar à sua capacidade plena dentro de dois anos e que a expansão dependerá da procura por aeronaves.

Frederico Curado também afirmou que a expetativa é a de que a Força Aérea Portuguesa confirme nos próximos anos a compra de algumas unidades do cargueiro militar KC-390. Atualmente, há um memorando de intenções assinado para o tema, e Portugal terá uma participação industrial da fabricação da aeronave.

“Claro que Portugal está num processo de recuperação económica, mas há a necessidade de a Força Aérea substituir os seus aviões. É só determinar o momento de fazer isso. Não será antes de 2017”, concluiu.

OJE/Lusa

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