Falar de dinheiro em família não pode ser tabu

Este pode ser um bom ponto de partida para reorganizar as finanças domésticas e alterar pequenos hábitos e atitudes no comportamento de pais e filhos.

Preparar uma base financeira sólida que vise atender às necessidades monetárias da sua família nos próximos anos é algo que estará ao seu alcance. As famílias portuguesas estão habituadas a enfrentar dificuldades e, consequentemente, a aproveitar as crises para planear e até poupar.  Os preços dos produtos de primeira necessidade, a energia e os transportes aumentaram, para além da perspetiva de aumento da prestação da casa. E para a maioria das famílias o rendimento não subiu na mesma proporção, ou seja, poderá ser necessário cortar nalgumas despesas.

Que estratégias podem as famílias implementar?

Deixamos aqui algumas dicas que poderão apoiar todos os consumidores no caminho a trilhar para garantir o futuro e preparar a sua independência financeira, não se esquecendo de envolver toda a família. Se um casal olhar para as finanças conjuntamente poderá inclusivamente evitar algumas discussões futuras.

Orçamento familiar

Ter uma rede de segurança e estabilidade financeira para a família é mais importante do que nunca. O primeiro passo passa por ter um controlo realista sobre quais são suas necessidades.  Assim, se já faz um orçamento, será tempo de o rever. Se ainda não faz, tem um bom motivo para começar a fazê-lo.

Fundo de emergência

Analise atentamente o seu orçamento e equacione a possibilidade de criar de criar, com uma verba retirada mensalmente do seu rendimento, um Fundo de Emergência. Se não conseguir retirar nenhum valor, terá mesmo de agir e reduzir despesas, começando pelas mais dispensáveis.

Responsabilidades de crédito

Se possível, livre-se das dívidas pequenas, nomeadamente as associadas a cartões de crédito, com juros associados muito elevados.

Analise ainda o seu crédito à habitação, aquele que, em regra, o que tem maior peso no orçamento familiar. Se tem juro variável faça uma simulação para avaliar o impacto da subida da Euribor, devendo a família preparar-se para aumentos das prestações de crédito. Por exemplo, face ao aumento da Euribor a 12 meses já registado em abril, com a passagem a positivo desta taxa, para 0,005% (em abril de 2021 era de – 0,484%) e admitindo um empréstimo à habitação de 150 000 euros, a 30 anos e com um spread de 1%, o impacto no orçamento familiar será de mais 33 euros por mês, ou seja, terá um acréscimo de 396 euros/ano.

Aconselhamos a que experimente o simulador do Banco de Portugal ou contacte o seu banco.

Avaliação de riscos

Verifique os seus seguros e as respetivas coberturas. Se existirem coberturas duplicadas, selecione ou reequacione a sua necessidade e pertinência. Fazer um seguro de vida, por exemplo, pode ser um investimento recomendado, face às consequências financeiras terríveis   da possibilidade de acontecer uma fatalidade na família.

O ciclo de vida da família

Se a sua família cresceu recentemente ou se tem filhos que em breve ingressarão no ensino superior, defina objetivos realistas e necessidades financeiras no curto e médio prazo. Inicie já um plano financeiro para conseguir atingir essas metas.

Uma vez atendidas as suas necessidades financeiras essenciais, poderá colocar toda a energia e criatividade da sua família em ação e começar a investir no crescimento do seu dinheiro.

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