Falta de professores. Ministro da Educação espera arranque do ano letivo tranquilo, mas “sem ilusões”

João Costa salientou que estão ainda a decorrer reservas de recrutamento, sendo que a primeira saiu na semana passada e na sexta-feira vai sair uma segunda.

João Costa, Ministério da Educação. Foto: Cristina Bernardo

O ministro da Educação disse hoje que espera ter um arranque de ano letivo com tranquilidade, mas “sem ilusões”, porque em todos os anos letivos “há sempre necessidades de professores que surgem”.

“Sabemos que infelizmente, não só em Portugal mas em toda a União Europeia estão a acontecer dificuldades de substituição de professores. Mas, com as várias medidas que temos vindo a desenvolver desde o final do ano letivo do ano passado, estamos a fazer tudo para mitigar as carências que existem”, disse João Costa aos jornalistas à margem da sessão solene de abertura do ano letivo, promovida pelo município de Castelo Branco.

O governante disse que o executivo tem estado a trabalhar, “para um ano letivo que arranque com tranquilidade”.

“Mas, não tenhamos ilusões. Em todos os anos letivos há sempre necessidades de professores que surgem”, salientou.

Quanto ao resto, no que diz respeito à organização das turmas, o trabalho que as autarquias estão a fazer com a descentralização, os apoios educativos aos alunos, os transportes escolares, o ministro disse que tudo “está a correr sobre rodas” para se poder arrancar “com muita normalidade e tranquilidade”.

João Costa salientou que estão ainda a decorrer reservas de recrutamento, sendo que a primeira saiu na semana passada e na sexta-feira vai sair uma segunda.

“Teremos ainda uma terceira, no dia 16 de setembro. Isto vai-nos permitir, não só ir respondendo às novas necessidades que estão a surgir, de substituições de horários, de algumas baixas médicas que já entraram, mas também ir fazendo o que já começamos a fazer que é sempre que não há candidatos professores em algum território enviarmos já para contratação de escola os horários que estão disponíveis”, frisou.

O ministro da Educação argumentou que a contratação de escola para estas substituições “tem-se revelado mais célere e eficaz no completamento dos horários”.

Adiantou ainda que as regiões mais preocupantes, são todo o sul do país, e particularmente Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.

“Também já fizemos algo, na primeira reserva e vamos continuar a fazer conforme tinha sido o meu compromisso, que é pegar naqueles horários incompletos que não tinham candidato, completá-los para que candidatos a professores que se apresentavam apenas disponíveis para horários completos os pudessem preencher”, sustentou.

O governante sublinhou ainda que, por esta via, cerca de 200 horários que estavam sem professores já foram preenchidos.

“Estamos a fazer esta gestão até ao arranque do ano letivo, para podermos então fazer um balanço das necessidades que existem”, concluiu.

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