Falta de trabalhadores condiciona economias e potencia “guerra global” por migrantes

Portugal é um dos países do sul da Europa onde também se verifica este problema, tendo o Governo afirmado que o país “precisa dos migrantes para resolver a escassez de mão-de-obra”.

Empresas em todo o mundo estão a ficar sem trabalhadores. A chamada ‘Grande Renúncia’ está a afetar algumas das maiores economias do mundo, como os Estados Unidos ou a Alemanha, potenciando os governos a acelerarem a chegada de imigrantes, noticia o “El Economista”, esta segunda-feira.

O colapso da cadeia de abastecimento e a recuperação económica a “meio gás” desencadearam a procura por trabalhadores. Adicionalmente, o facto de as fronteiras terem sido fechadas devido à pandemia de Covid-19, só agravou a situação. O resultado foram grandes aumentos salariais em muitos sectores, mas que até ver, se revelaram insuficientes para resolver o problema.

A situação gerou uma competição entre os países desenvolvidos para atrair talentos. Em particular, países como Austrália, Canadá ou Alemanha, que estão a oferecer melhores condições aos migrantes e a aumentar rapidamente as suas autorizações de residência. Apesar desta vontade dos principais países do mundo em abrir as suas portas, a variante Ómicron veio colocar em risco estas iniciativas.

Portugal é um dos países do sul da Europa onde também se verifica este problema, com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a afirmar que o país “precisa dos migrantes para resolver a escassez de mão-de-obra”. De forma a resolver esta crise, o ministro aponta como soluções o aumento do número de vistos de residência permanente e, adicionalmente, apoios à habitação e integração de pessoas que vêm de outros países.

Outro dos países do sul da Europa mais afetados pela falta de mão-de-obra é a Grécia que, perante os constrangimentos enfrentados, lançou uma campanha para atrair estudantes que possam também integrar a força laboral nos sectores mais carenciados.

Itália, à semelhança de Portugal e Grécia, aponta a falta de trabalhadores como um dos principais entraves ao desenvolvimento económico. Conhecida por ser um país onde chegam vários migrantes ilegais provenientes do norte de África, o governo está a reduzir as restrições à entrada de estrangeiros, de forma a absorver o maior número de trabalhadores possíveis para colmatar as falhas de mão-de-obra no sector agrícola – um dos mais afetados atualmente.

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