Falta investimento em investigação, lamenta Moedas

O comissário europeu para a Investigação, Carlos Moedas, alertou os Estados-membros para a falta de investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), lembrando que a meta é atingir os 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. Moedas, que falava num evento sobre investigação europeia, no Parlamento Europeu, salientou que “a Europa continua a desinvestir em […]

O comissário europeu para a Investigação, Carlos Moedas, alertou os Estados-membros para a falta de investimento em investigação e desenvolvimento (I&D), lembrando que a meta é atingir os 3% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.

Moedas, que falava num evento sobre investigação europeia, no Parlamento Europeu, salientou que “a Europa continua a desinvestir em I&D”, salientando que atingir a meta dos 3% do PIB no setor é “mais importante do que nunca”.

“Estamos a dar prioridade à comercialização, estamos a tornar a ciência em tecnologia e a trazer a tecnologia para o mercado”, disse.

Moedas defendeu três pilares para o avanço da investigação, nomeadamente através da captação de investimento privado, a par do público.

O segundo pilar, para o comissário, é a existência de uma área unificada de investigação, aberta ao mundo mas com fundações sólidas no mercado interno da UE.

Um ambiente de mercado que responda rapidamente à inovação e facilite que as ideias se tornem produtos e serviços comerciais.

Segundo estimativas hoje divulgadas pelo gabinete oficial de estatísticas da UE, Eurostat, em 2013, os 28 países da União Europeia gastaram 273,5 mil milhões de euros em I&D, fazendo com que as despesas em I&D em percentagem do PIB atingissem 2,02% da riqueza produzida.

Portugal gastou, no ano passado, 2.322 milhões de euros em Investigação e Desenvolvimento, o equivalente a 1,36% do PIB, o que coloca o país no meio da tabela quanto aos gastos de I&D por estados-membros.

OJE/Lusa

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