Família, humildade e simplicidade: os valores que Bolsonaro quer recuperar

A poucos dias de tomar posse como presidente do Brasil, Jair Bolsonaro faz a síntese entre a filosofia do Estado e o catecismo católico.

Varela Notícias

O Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, disse esta segunda-feira, a cerca de uma semana de tomar posse no cargo, querer recuperar para a sociedade brasileira os valores característicos do Natal, como a família, a humildade e a simplicidade. Jair Bolsonaro manifestou esta posição numa mensagem de Natal divulgada na rede social Twitter, na qual disse estar preparado para restaurar um “sentimento familiar”, para permitir a “chegada de um novo Brasil”.

“Com humildade, aceitando quem tem no coração a vontade de construir um Brasil melhor, buscaremos nos próximos anos restaurar o sentimento familiar há muito desgastado na nossa sociedade, bem como a paz dentro dos nossos lares. Tenhamos todos um feliz Natal”, afirmou o candidato de extrema-direita que venceu as eleições presidenciais brasileiras de outubro passado.

O presidente eleito brasileiro considerou que o Natal é um “momento especial” para recordar o nascimento de Jesus Cristo, propício a um sentimento “inspirado na família simples, que recebeu num humilde presépio a encarnação do próprio Deus”.

Jair Bolsonaro está a passar o Natal com a família numa ilha do litoral do Rio de Janeiro, onde deve permanecer até quinta-feira, regressando depois à sua casa, naquela cidade brasileira, antes de rumar a Brasília para a tomada de posse, marcada para o primeiro dia de 2019, segundo a imprensa brasileira.

Também as agências internacionais, como a espanhola EFE, destacam a importância do regresso de Bolsonaro das férias de Natal, porque tem previsto, ainda antes de tomar posse, um encontro com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que vai a Brasília assistir à sua investidura como chefe de Estado brasileiro.

Jair Bolsonaro já se mostrou favorável a um reforço das relações com Israel e à mudança da embaixada do Brasil de Telavive para Jerusalém, à semelhança do que já aconteceu com os Estados Unidos, depois de Donald Trump ter chegado à presidência norte-americana.

Alguns analistas internacionais advertem para as implicações que uma decisão destas pode ter nas relações entre o Brasil e os países árabes, críticos de um reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado de Israel.

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