Famílias das vítimas do Meco pedem 900 mil euros para obrigar dux a falar

Famílias tentam perceber de novo o que se passou no fim de semana em que os seis jovens morreram e pressionam dux a contar a sua versão do acontecimento.

Os pais dos jovens que faleceram há três anos durante uma praxe na praia do Meco vão recorrer aos tribunais para pressionarem o dux a contar a sua versão da história.

Perante o arquivamento do processo-crime em todas as instâncias, os familiares dos estudantes avançaram agora com ações cíveis contra o dux, que terá de pagar 900 mil euros, 150 mil euros por cada vítima, a quantia mínima para se poder recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça, caso se mantenha em silêncio sobre o ocorrido naquele fim de semana.

“Não queremos saber do dinheiro para nada, mas esta é a única forma de ouvir o João Miguel Gouveia, que nunca nos disse nada ao longo destes três anos de sofrimento”, declarou o pai de Catarina Soares, uma das vítimas da tragédia.

Vítor Parente Ribeiro, advogado das famílias, justificou que “nas ações cíveis, as partes implicadas são forçadas a falar, defendem-se, senão é quase como admitirem a culpa”. De acordo com o advogado, “esta é a forma, desesperada, que os pais têm para conseguir perceber o que aconteceu na madrugada do dia 15 de dezembro de 2013” através da versão de João Miguel Gouveia, que foi a última pessoa a ver os jovens com vida.

O processo foi arquivado em janeiro de 2016 pelo Tribunal da Relação de Évora, o que instigou os pais a recorrerem ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

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