Famílias mais ricas do mundo aplicaram 13% das fortunas em private equity

O relatório da UBS analisou a alocação de 221 ‘family offices’ com 493 mil milhões de dólares (460 mil milhões de euros). Nem ações, nem obrigações, nem imobiliários, o novo destino dos ultra-ricos são o investimento em fundos de ‘private equity’.

As famílias mais ricas do mundo aplicaram 13% das suas fortunas em fundos de private equity em 2021, contra 10% em 2020, uma percentagem superior ao que investiram nos ativos tradicionais, como obrigações e até imobiliário, no âmbito da procura por maiores retornos dos seus investimentos. Isto em alocações diretas do dinheiro nos fundos. Já as alocações indiretas foram de 8% no ano passado versus 7% em 2020.

Os dados constam de um relatório do UBS noticiado pela Reuters e citado pela BA&N Research Unit.

O private equity deu retornos extraordinários em 2021, com o valor geral dos negócios no ano passado a duplicar em relação aos anos anteriores, de acordo com estimativas do setor.

Em contraste, os títulos de renda fixa (obrigações) enfrentaram um ano mau, já que as taxas de juros próximas de zero minaram a sua atratividade como um porto seguro durante a turbulência do mercado, enquanto as avaliações altíssimas nos mercados de ações voláteis dissuadiram os investidores, refere a Reuters.

O investimento em fundos de private equity está a subir de forma constante desde 2019, sendo que nos dois últimos anos este setor gerou retornos muito elevados devido à explosão de negócios concretizados por estes fundos que angariam capital de investidores e ganham dinheiro através da compra e venda de empresas.

Em contraste, o investimento em obrigações baixou para 11% do total e o imobiliário viu o peso descer para 12%.

O relatório da UBS diz que em 2021 os investimentos em ações ficaram estáveis ​​em torno de 24%. Até os investimentos imobiliários, tradicionalmente favoritos dos investidores, caíram para 12% no ano passado, o que compara com 13% em 2020.

Destaque ainda para o investimento de perto de 3% das carteiras em criptomoedas.

O relatório analisou a alocação de 221 “family offices” com 493 mil milhões de dólares (460 mil milhões de euros).

 

 

 

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