“Farol de estabilidade” e uma das “personalidades mais respeitadas do mundo”. Líderes das instituições europeias lamentam morte de Isabel II

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou as condolências à família real e ao povo britânico e divulgou a carta formal dirigida ao até então príncipe Carlos, agora rei Carlos III.

Os líderes das instituições da União Europeia já reagiram à morte da rainha Isabel II, que faleceu esta quinta-feira aos 96 anos de idade, no Castelo de Balmoral. Os presidentes do Parlamento Europeu, Conselho Europeu e Banco Central Europeu (BCE) destacaram o percurso histórico da monarca britânica e desejaram as condolências aos familiares.

Segundo Roberta Metsola, “poucos moldaram a História global como Sua Majestade”. “O seu compromisso inquebrável com o dever e o serviço foi um exemplo para todos. O mundo chora com seu povo no Reino Unido e mais além. Ela foi verdadeiramente a Rainha Isabel, a Grande. Que descanse em paz”, escreveu a presidente do Parlamento Europeu, na sua conta oficial de Twitter.

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, realçou os valores da monarca que reinou durante 70 anos. “Os nossos pensamentos estão com a família real e todos aqueles que choram a rainha Isabel II no Reino Unido e em todo o mundo. Uma vez chamada Isabel, The Steadfast [“A Inabalável”], nunca deixou de nos mostrar a importância dos valores duradouros num mundo moderno com o seu serviço e compromisso”, apontou através de um tweet.

A presidente da Comissão Europeia reconheceu que tomou conhecimento da notícia da morte de Isabel II “com profunda tristeza”. “Ela foi a chefe de Estado mais antiga do mundo e uma das personalidades mais respeitadas do mundo. Apresento as minhas sinceras condolências à Família Real e ao povo britânico”, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na mesma rede social. O post de Ursula von der Leyen surge acompanhado de uma carta formal dirigida ao até então príncipe Carlos, agora rei Carlos III.

Na opinião de Christine Lagarde, a rainha nascida a 1 de abril de 1926 “tem sido um farol de estabilidade e mostrou um senso de dever infalível durante seu reinado de 70 anos”. “Os meus pensamentos estão com a Família Real, o povo do Reino Unido e da Commonwealth neste momento muito triste”, admitiu a presidente do BCE.

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