Fatura do Brexit é de 40 a 45 mil milhões de euros, diz porta-voz do governo britânico

O montante agora avançado pelo porta-voz governamental é inferior ao reclamado em outubro pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, que indicou valores entre os 50 e os 60 mil milhões de euros.

Durante a manhã, foi anunciada a conclusão de um acordo de princípio para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), sem que tenham sido indicados números.

O montante agora avançado pelo porta-voz governamental é inferior ao reclamado em outubro pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, que indicou valores entre os 50 e os 60 mil milhões de euros.

Os 40 a 45 mil milhões de euros agora referidos são, no entanto, mais do dobro da proposta original apresentada pelo governo do Reino Unido, que era de cerca de 20 mil milhões de euros.

“Não podemos calcular exatamente os montantes em questão, todos esses números vão mexer”, disse hoje o principal negociador da União Europeia, Michel Barnier, para justificar por que nenhum valor foi divulgado.

O acordo prevê que o Reino Unido continue a participar no orçamento anual da UE em 2019 e 2020, “como se tivesse permanecido na União”.

Após este período, Londres permanecerá endividada por compromissos financeiros assumidos no contexto de orçamentos passados, mas ainda não pagos.

Os orçamentos anuais europeus distinguem entre as dotações de pagamento e as dotações de autorização, que podem ser repartidas ao longo de vários anos.

O Regulamento Financeiro do Brexit será calculado em 31 de dezembro de 2020 e pago gradualmente à medida que esses compromissos se tornem devidos, como se o Reino Unido tivesse permanecido como um Estado membro.

O acordo estipula que todos esses montantes serão liquidados em euros.

Relacionadas

Brexit: Reino Unido continua a contribuir para orçamento europeu até ao final de 2020

O documento determina que “o Reino Unido contribuirá para a implementação dos orçamentos anuais da União para os anos de 2019 e 2020, como se tivesse permanecido na União (incluindo o ajuste da receita)”, incluindo correções e multas.

O divórcio entre o Reino Unido e a Europa terá um custo de 39.000 milhões de libras

“O processo de desglobalização que implica o Brexit significará preços mais altos e a probabilidade de maiores taxas de juros para manter a inflação sob controle”, disse Carney, Governador do banco central britânico. “O BoE usará as suas ferramentas para controlar a política monetária e alcançar a estabilidade de preços. A era das taxas de juros mínimas parece estar a chegar ao fim”, concluiu.

Nobel da Economia não está otimista relativamente ao Brexit

O Nobel da Economia Richard Thaler disse hoje não estar “otimista quanto a um bom acordo” para o Reino Unido sobre a sua saída da União Europeia.

Libra sobe face ao euro após acordo da Comissão Europeia com Reino Unido

A libra esterlina subiu hoje 0,45% face ao euro após o anúncio da Comissão Europeia sobre o acordo para a saída do Reino Unido, que permite avançar nas negociações.

REN, Amorim e J. Martins põem PSI 20 em contraciclo com Europa iluminada pelo Brexit

Acordo equilibrado com o Reino Unido põe bolsas em alta e euro em queda. Só Lisboa destoa com o seu PSI 20 em queda com uma descida das ações da REN de quase 2%. Nem os CTT que ganham quase 5% sustentam a bolsa em terreno positivo.
Recomendadas

Banco do Canadá sobe taxas de juro em 50 pontos base para 4,25%

O Banco do Canadá aumentou hoje as taxas de juro em 50 pontos base, para 4,25%, acima do esperado e o nível mais alto desde o início de 2008.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

Famílias e empresas deverão sentir aumento dos juros no primeiro semestre de 2023

Previsão da Allianz Trade aponta também que os critérios para a atribuição de crédito às famílias e empresas já estão a ter um maior impacto no último trimestre deste ano.
Comentários