Faturação da Century 21 Portugal subiu 47% para 45,7 milhões no primeiro semestre

Já o volume de negócios onde está também inserida a partilha de transações com outros operadores registou um valor de 1.807 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 59% em comparação com os 1.135 milhões do período homólogo.

Ricardo Sousa, CEO Century21 Portugal

A Century 21 Portugal registou uma faturação de 45,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2022, o que representou um aumento de 47% em relação aos 31 milhões de euros verificados no mesmo período do ano anterior, revelou a rede imobiliária em comunicado esta sexta-feira, 28 de julho.

Por sua vez, o volume de negócios onde está também inserida a partilha de transações com outros operadores registou um valor de 1.807 milhões de euros, o que correspondeu a um aumento de 59% em comparação com os 1.135 milhões do período homólogo.

No período em análise, a empresa realizou 9.804 transações de venda, um aumento de 40% face às 7.008 transações efetuadas no primeiro semestre de 2021, sendo que as tipologias mais procuradas pelas famílias portuguesas continuam a ser os T2 e T3.

O valor médio das transações fixou-se nos 184.192 mil euros, o que representou um crescimento de 14% em comparação com a média de 161.371 mil euros registada no mesmo período do ano passado.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, a rede imobiliária foi responsável por 2.360 transações, mais 38% do que as 1.708 transações registadas em igual período de 2021, com o valor médio de renda a atingir os 1.038 euros, ao longo do primeiro semestre de 2022, o que revelou um aumento de cerca de 27% face à média de 817 euros no verificada nos primeiros seis meses do ano anterior.

Ricardo Sousa, CEO da Century 21 Portugal, afirma que “os elevados níveis de procura de casa, tanto para comprar como para arrendar, conjugados com as limitações na oferta de soluções de habitação, em linha com o poder de compra dos portugueses, continua a sustentar uma subida de preços persistente”, sendo a exceção a cidade de Lisboa, “onde o valor médio dos imóveis transacionados no primeiro semestre deste ano apresentou uma evolução negativa, com muitas famílias a deslocarem-se para a periferia da capital em busca de casas ajustadas aos seus rendimentos”.

Sobre o mercado de arrendamento, o CEO nota uma recuperação “para valores pré pandemia, impulsionado pelo regresso do turismo e pelos muitos jovens que estão a optar por arrendar casa, tendo em conta a dificuldade de cumprir com todos os critérios e requisitos para acesso ao crédito à habitação”.

Valor médio dos imóveis vendidos em Lisboa desce 3%

Analisando as três principais áreas de atuação da empresa, Lisboa, Porto e Algarve, os dados da rede imobiliária indicam que em Lisboa, o valor médio de uma habitação transacionada fixou-se nos 293.037 mil euros, o que representou uma queda de 3% face ao valor médio de 302.117 mil euros dos imóveis transacionados no período homólogo do ano anterior.

Já na cidade do Porto, o valor médio dos apartamentos vendidos situou-se nos 203.496 mil euros entre janeiro e junho de 2022, enquanto no primeiro semestre de 2021 este valor atingiu os 176.316 mil euros, uma subida de 15% no valor médio das habitações.

Por sua vez, no Algarve o valor médio dos imóveis vendidos nos primeiros seis meses de 2022 foi de 178.565 mil euros, o que revelou uma subida de 17% face ao valor médio de 152.824 mil euros dos imóveis transacionados no período homólogo do ano anterior.

Olhando para o arrendamento, de Lisboa apresentou um valor médio de renda de 1.170 euros, no primeiro semestre de 2022, numa subida de 15% face ao valor médio de 1.018 euros registados no mesmo período do ano passado.

Já o Porto atingiu rendas médias de 1.022 euros, o que se traduziu num aumento de 23% relativamente à média de 828 euros verificada no primeiro semestre de 2021. No Algarve, o valor médio de renda fixou-se nos 735 euros, o que revelou um acréscimo de 9% face aos 675 euros de renda média registada em igual período de 2021.

Ricardo Sousa explica que “são os mercados periféricos de Lisboa e do Porto, bem como outras cidades secundárias, que estão a influenciar a atual subida de preços, um efeito que se regista também noutros mercados mais turísticos e de segunda residência, como o Algarve e a Madeira. Esta é uma consequência da elevada taxa de esforço para comprar casa em Lisboa, Oeiras, Cascais e Porto, tendo em consideração a oferta de imóveis residenciais atualmente disponíveis para venda nestas zonas”.

Transações internacionais crescem 69%. Estados Unidos dominam

Nos primeiros seis meses de 2022 a Century 21 Portugal registou 1.863 transações de clientes internacionais o que revelou um aumento exponencial de 69% relativamente às 1.102 efetuadas no período homólogo do ano anterior, com os Estados Unidos da América a manterem-se como nacionalidade dominante, seguidos pela França, Reino Unido e Brasil.

Para o CEO o mercado imobiliário em Portugal enfrenta quatro desafios. Desde logo, considera que “os setores público e privado estão a falhar na disponibilização de soluções de habitação ajustadas à classe média portuguesa, na qual se insere mais de 61% da população – 55% na AML, onde se concentram mais oportunidades de emprego e onde existe apenas 30% de oferta imobiliária adequada – e que é o principal motor da procura de habitação, no mercado nacional”.

Um cenário de desequilibrio que na opinião de Ricardo Sousa “se tem vindo a acentuar na última década, é uma consequência de excesso de regulação, falta de agilidade e flexibilidade nos licenciamentos, instabilidade legislativa e fiscal, PDM desajustados da realidade atual, lógicas municipais compartimentadas em detrimento de uma visão metropolitana, falhas de eficiência para soluções de mobilidade entre municípios, desinvestimento em soluções de habitação social, transição de edifícios residenciais para o sector turístico e a aposta massiva no segmento alto e de luxo”.

Outro dos desafios prende-se com os edifícios, casas e infraestruturas têm uma durabilidade muito longa, atravessando uma ou mais gerações. “Neste âmbito, as políticas que moldam a procura e a oferta de habitação implicam uma perspetiva de longo prazo e antecipação de mudanças nas necessidades, preferências e comportamentos da população, bem como “megatendências” que afetam as economias e as sociedades.

Em suma, o CEO defende que todas estas tendências “representam desafios para o planeamento urbano, para as políticas de habitação e para a formulação de regulamentos de uso da terra, numa lógica que tem obrigatoriamente que integrar a sustentabilidade ambiental e social, por oposição a uma visão meramente municipal e local”.

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