Federação de Apoio à Vida responde a Francisco George: “Em Portugal 1 em cada 5 gravidezes terminam em aborto”

A Federação de Apoio à Vida respondeu a Francisco George que à TSF disse que Portugal era o país europeu com menos abortos.

A Federação de Apoio à Vida, liderada por Isilda Pegado e José Maria Duque, escreveu uma carta ao Director Geral da Saúde, Francisco George, depois da entrevista à TSF onde diz que Portugal é atualmente o país europeu com menos abortos por cada mil nascimentos vivos, o que vem demonstrar que a interrupção voluntária da gravidez foi “um grande sucesso”.

“Deliberadamente continua a esconder a realidade dramática do aborto em Portugal onde 1 em cada 5 gravidezes terminam em aborto. Sendo 1 em cada 3 repetição. Joga na falácia de que a opção para a criança concebida é entre o aborto legal ou ilegal”, diz a Federação de Apoio à Vida.

“Ora, caso tivesse investido no apoio à grávida, seguramente muitas vidas teriam nascido em Portugal”, acrescenta a federação contra o aborto.

A carta enviada às redações, acusa Francisco George de omitir “todo o trabalho (profissional e voluntário) que centenas de pessoas, em dezenas de instituições, têm feito ao longo de 10 anos, em todo o País, e de que resultou o nascimento de centenas de crianças”.

“Aquilo que o Senhor. Director considera uma meritória acção da lei, resultou em mais de 169.000 (dados de fevereiro de 2017) crianças que foram eliminadas. E tantas mulheres dramaticamente abandonadas e pressionadas para o aborto.
Fez progredir e aplaudir o maior negócio privado de aborto em Portugal”, refere a carta.

“Aceita a Federação Portuguesa pela Vida fazer um debate público baseado apenas nos números publicados pela Direcção Geral da Saúde, e na realidade das Instituições de Apoio à Vida”, desafia a federação na missiva.

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