Fenprof menos confiante do que o Governo num acordo para acabar com professores de “casa às costas”

“A confiança do primeiro-ministro num acordo sobre o regime de concursos soa a falso”, avisa Fenprof, que garante que Governo nunca quis discutir as propostas dos representantes dos docentes.

José Sena Goulão/Lusa

A Fenprof diz não ter a mesma confiança que António Costa parece ter, quanto a um acordo com vista a acabar com os professores de “casa às costas”. “Não se nega ser desejável um acordo”, reconhece a estrutura sindical liderada por Mário Nogueira. Mas atira: “no entanto, tendo em conta as intenções já manifestadas pelo Ministério da Educação para rever o regime de concursos, a Fenprof não tem a confiança que o primeiro-ministro afirma ter”.

Este sábado, o chefe do Executivo defendeu que é preciso acabar com a situação dos professores com a “casa às costas” e mostrou-se confiante num acordo com os sindicatos do sector. Já este domingo, a Fenprof reagiu e veio dizer que essa confiança “soa a falso”.

“A Fenprof, assumindo, como sempre, as posições dos professores: discorda da substituição dos quadros por mapas de pessoal, numa clara violação do disposto no Estatuto da Carreira Docente; Está contra a intenção do Ministério da Educação de serem os diretores a decidir a ‘alocação’ de professores às escolas; Considera negativa a eliminação da mobilidade interna; Manifesta desacordo com a criação de zonas coincidentes com as das entidades intermunicipais (comunidades e áreas metropolitanas); Diverge do Ministério da Educação em relação à relevância da graduação profissional, considerando que, não sendo um critério perfeito, é, de todos, o menos imperfeito para a colocação em todas as fases e modalidades do concurso; E não está de acordo com mecanismos que impedem os professores dos quadros de se aproximarem da área de residência, impondo-lhes ‘a casa às costas’ a dezenas ou centenas de quilómetros, por os lugares disponíveis não lhes serem facultados”, detalha o sindicato, em comunicado.

A Fenprof sublinha também que o Governo “nunca quis discutir” as propostas dos representantes dos docentes, “nem deu qualquer sinal de aproximação”. “Quem, apesar de apregoar o diálogo social, faz dele um simples monólogo? Em relação às intenções manifestadas pelo Ministério, a posição da Fenprof é bem clara: rejeitamo-la na globalidade, mas temos alternativas”, salienta o sindicato.

E avisa: caso as propostas do Governo cheguem ao terreno, milhares de professores e educadores serão alvo de um “eterno desterro”, para além de este ser um “primeiro passo no sentido da sujeição das colocações aos critérios de diretores e ao curso da municipalização.”

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