FEPICOP prevê abrandamento do crescimento para 4,5% no próximo ano

O segmento da construção de edifícios residenciais deverá crescer 7,0% esperando-se que venha a constituir o principal impulso para o crescimento.

Reuters

A FEPICOP – Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas prevê que o sector da construção mantenha uma “trajetória positiva” no próximo ano, com um crescimento de 4,5%, que representa um abrandamento face ao ritmo de expansão de 5,9% estimado para este ano.

Apesar do abrandamento, a FEPICOP considera que esta evolução parece vir confirmar o início de um período de recuperação do setor, após a grave e longa crise que este viveu desde 2002.

O segmento da construção de edifícios residenciais deverá crescer 7,0% esperando-se que venha a constituir o principal impulso para o crescimento do setor em 2018. Tendo sido o segmento que sofreu a maior quebra de produção desde 2002 (-80% ao longo de 13 anos consecutivos), é igualmente aquele que começou a recuperar de forma mais consistente desde 2015, apresentando as taxas de crescimento anuais mais elevadas desde então. Também para 2018 a sua evolução deverá ser a mais positiva de entre os diversos tipos de trabalhos.

A componente dos trabalhos de reparação/manutenção será a mais dinâmica, antecipando-se um crescimento de 9,7% para a sua produção em 2018, enquanto a construção nova, evidenciando uma trajetória positiva desde 2015, deverá manter-se mais moderada, com um crescimento previsto de 5,2%. A produção do segmento dos trabalhos de engenharia civil deverá registar uma evolução de +4,0%, um crescimento inferior ao observado em 2017.

A conclusão dos muitos trabalhos desenvolvidos aquando das eleições autárquicas que tiveram lugar em outubro de 2017 será uma das principais causas do abrandamento do ritmo de crescimento deste tipo de obras. Em contrapartida, o anunciado reforço do investimento público, já refletido na proposta de Orçamento do Estado para 2018, deverá vir a compensar parte da redução de produção daí resultante.

Por último, a construção de edifícios não residenciais deverá evoluir a uma taxa de +2,8% ao longo do ano, com a componente pública a crescer a um ritmo superior ao da componente privada (+4,0% e +2,0%, respetivamente). Também os trabalhos desenvolvidos por este segmento da construção beneficiarão do reforço do investimento público, que se espera venha a concretizar-se, em parte, em programas de recuperação de edifícios públicos, nomeadamente escolas e edifícios da área da saúde. Para a componente privada deste segmento antecipa-se um crescimento igual ao da média dos dois anos anteriores: +2,0%, apresentando-se em linha com o crescimento esperado para a economia.

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