Ferro faz advertência a André Ventura por usar “demasiadas vezes” a palavra “vergonha” no parlamento

André Ventura intervinha no debate sobre a remoção de amianto de edifícios públicos e estava a terminar o seu discurso quando criticou que o Governo tenha verbas para subsídios vitalícios, mas não ter para a remoção daquele material. “Uma vergonha”, afirmou o deputado do Chega

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, fez hoje uma advertência ao deputado do Chega, André Ventura, por utilizar com “demasiada facilidade” as palavras “vergonha” e “vergonhoso” nas suas intervenções no parlamento.

André Ventura intervinha no debate sobre a remoção de amianto de edifícios públicos e estava a terminar o seu discurso quando criticou que o Governo tenha verbas para subsídios vitalícios, mas não ter para a remoção daquele material. “Uma vergonha”, afirmou o deputado do Chega, já entre alguma vozearia dos deputados.

Ferro Rodrigues afirmou então que Ventura “usa muitas vezes” as palavras “vergonha” e “vergonhoso”, quando se dirige à câmara.

“O senhor deputado utiliza com demasiada facilidade as palavras vergonha e vergonhoso, o que ofende muitas vezes este parlamento e ofende-o a si também”, afirmou Ferro Rodrigues, aplaudido pela bancada do PS.

André Ventura pediu a palavra para “defesa da honra”, dizendo que um deputado pode utilizar “as expressões que entende” em nome “da liberdade de expressão”, mas o presidente da assembleia respondeu: “Não há liberdade de expressão quando se ultrapassa a liberdade dos outros, que é o que o senhor faz.”

E informou-o que já tinha esgotado o tempo. “É uma vergonha o que se está a passar neste parlamento”, respondeu André Ventura.

O deputado do Chega marcou para as 17:00 uma conferência de imprensa sobre o assunto, na Assembleia da República.

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quinta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quinta-feira.

Novo aeroporto. Quem decide a localização é o Estado e o Governo, frisa Pedro Nuno Santos

O ministro das Infraestruturas afirmou hoje que quem vai escolher a localização do novo aeroporto é o Estado e o Governo, e não nenhuma empresa, nomeadamente a ANA – Aeroportos de Portugal, que tem a concessão do aeroporto Humberto Delgado.

Aeroporto Humberto Delgado precisa de obras “já” para aumentar a fluidez, diz ministro

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, disse hoje que o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, precisa de obras “já” para aumentar a sua fluidez, tendo em conta que o novo aeroporto “vai demorar”.
Comentários