Ferro Rodrigues deixa aviso: “Na AR há adversários políticos, não há inimigos pessoais”

“Este ano trouxe consigo um aumento da representação de forças políticas, o que mostra a sabedoria do povo português”, que em vários momentos históricos, recordou Marcelo, “foi encontrando maneira de se exprimir através das novas forças políticas”, realçou Marcelo no mesmo encontro.

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O Presidente da Assembleia da Republica (PAR), aproveitou o cumprimento de boas festas aos partidos presentes no Parlamento para deixar um aviso: “O respeito pelas instituições é algo em que não transigirei”. A nota, que seria destinada a André Ventura, foi partilhada durante uma sessão de cumprimentos de boas festas aos representantes da Assembleia e dos partidos no Parlamento, esta tarde, em Belém. O líder do partido Chega não esteve presente na cerimónia.

Falando sobre a novidade que foi a chegada dos três novos partidos à Assembleia, Ferro frisou que mesmo com as “novidades” no Parlamento, “há questões estruturais que se vão manter”, nomeadamente “o respeito pelos órgãos de soberania, incluindo o próprio Parlamento”.

“Na AR há adversários políticos, não há inimigos pessoais e essa é uma questão que tem ficar clara”, afirmou. Na semana passada, o deputado foi repreendido, no Parlamento, pelo uso que considerou excessivo da palavra “vergonha” – uma situação que levou Ventura a pedir uma audiência a Marcelo, exigir um pedido de desculpas a Ferro e até colocar à porta do Parlamento um cartaz que diz, simplesmente, “#vergonha”.

Depois do recado, discursou o Presidente da Republica (PR) que também deu o seu parecer sobre a chegada de novas representações politicas. “Este ano trouxe consigo um aumento da representação de forças políticas, o que mostra a sabedoria do povo português”, que em vários momentos históricos, recordou Marcelo, “foi encontrando maneira de se exprimir através das novas forças políticas”.

O PR aproveitou o momento para relembrar o silêncio dos portugueses durante as eleições. Para o Presidente da Republica, as ultimas eleições revelaram “níveis preocupantes da abstenção na democracia portuguesa”, mas reafirma que, apesar de tudo, os portugueses mantêm uma opinião positiva sobre a AR.

Relativamente aos resultados económicos e financeiros, Ferro Rodrigues destacou a evolução acima da média europeia mas diz, também, que melhores resultados podem, ainda, ser alcançados. Marcelo subscreveu, explicando que “o inicio da próxima legislatura vai ser complicado” devido às votações sobre o Orçamento de Estado.

“Metade dos orçamentos [da legislatura] será votada num ano”, ou seja, em 2020 votar-se-á já em fevereiro esse orçamento e depois, no final do ano, o de 2021. Para mais, vem aí a preparação da presidência da União Europeia e o acompanhamento, feito “preocupadamente” pela Assembleia da República, do quadro financeiro plurianual e do orçamento da UE.

 

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