Fever cria incubadora para startups de entretenimento ao vivo

O unicórnio espanhol das experiências culturais, gastronómicas e de bem-estar compromete-se a dar auxílio financeiro e ajuda na conceção de experiências, desenvolvimento de conteúdos, análise da procura, interação de formatos e expansão para diferentes cidades.

A Fever, que tem uma aplicação para marcar experiências culturais, gastronómicas e de bem-estar, lançou uma incubadora em Portugal e Espanha para apoiar projetos relacionados com o entretenimento. A empresa espanhola pretende impulsionar a economia criativa através de um “empurrão” aos empreendedores do sector que implicará, entre outros apoios, a assistência a estratégias de marketing, operações e eventos.

“Haverá um espaço físico da incubadora nos nossos escritórios de Madrid, no mesmo espaço de trabalho da nossa sede”, revelou ao Jornal Económico (JE) o manager da equipa de Investimentos em Conteúdo, Enrique Usandizaga. “No lançamento anterior conseguimos chegar a mais de mil inscrições, por isso este ano temos a meta de, pelo menos, duplicar o número devido a uma maior expansão para diferentes países. Os investimentos podem ser pequenos ou grandes, de acordo com o que o projeto merece/precisa e se alinha com a Fever”, esclareceu Enrique Usandizaga ao JE.

A Fever Labs está à procura de criadores de conteúdos emergentes que procurem proporcionar experiências novas, diferenciadoras e imersivas ao público em teatro, museus, concertos, discotecas, jogos ou eventos desportivos. As áreas são abrangentes (exposições e experiências imersivas, festa e vida noturna, desporto e bem-estar, atividades e diversão, música e espetáculos ao vivo e tecnologia) e o foco é claro: ter potencial de sucesso.

Para isso, o unicórnio está a receber candidaturas ao recém-lançado ‘laboratório’ ibérico a partir desta quarta-feira e até ao próximo dia 3 de março e promete dar auxílio financeiro e ajuda na conceção de experiências, desenvolvimento de conteúdos, análise da procura, interação de formatos e expansão para diferentes cidades. Já antes a tecnológica havia financiado iniciativas nesta indústria com três milhões de euros.

Na inscrição, os empreendedores da cultura são incitados a descrever, em poucas linhas, o perfil e a equipa da sua startup (desenvolvimento criativo e idealização, plano de negócios, talentos, experiências anteriores relevantes, projetos em que está a trabalhar ou nos quais esteve anteriormente envolvida, número de pessoas, rondas de financiamento, subsídios…), bem como a apresentar a visão geral do projeto (conceito, origem, público-alvo, necessidades em termos de recursos técnicos e humanos, logística…).

“Ao candidatarem-se, estas pessoas ou equipas terão a oportunidade de aproveitar todo o conhecimento acumulado pela Fever, através dos milhares de eventos e experiências já produzidas e realizadas em mais de 20 países”, refere a empresa, em comunicado divulgado esta manhã aos meios de comunicação social. Se as candidaturas forem aceites, os inovadores do entretenimento serão convidados para uma ronda inicial de entrevistas.

No início deste ano, a Fever fechou uma ronda de financiamento de 227 milhões de dólares (cerca de 201 milhões de euros à cotação anterior), liderada pela Goldman Sachs Asset Management, que se tornou o maior financiamento de uma rodada alguma vez feito por uma empresa que une tecnologia à cultura e aumentou a valorização da empresa para mais de mil milhões.

Notícia atualizada a 17-11-2022

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