Fidelidade Property adquire terrenos da antiga Feira Popular por 274 milhões de euros

Na hasta pública realizada esta quarta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa, relativa à Operação Integrada de Entrecampos, foi adjudicado à Fidelidade todos os lotes que compunham a antiga Feira Popular.

A Fidelidade Property apresentou a proposta vencedora para a adjudicação de todos os lotes que integravam a antiga Feira Popular, num valor de 273,9 milhões de euros, o que vai permitir à empresa não só impulsionar a construção da nova sede do Grupo em Lisboa, mas também “participar num projeto imobiliário verdadeiramente inovador e transformador para a cidade, que definirá uma nova centralidade, com alta criação de valor e visibilidade internacional”, revela a empresa em comunicado esta quarta-feira.

O primeiro de três lotes foi vendido por 83,1 milhões de euros, tendo começado com um preço base de 46,6 milhões. Este lote fica junto da estação de comboios de Entrecampos.

O segundo lote foi vendido por 88,3 milhões de euros depois de 165 lances. O último dos lotes foi comprado por 67,1 milhões. O terceiro lote foi vendido por 35,4 milhões, depois de ter começado com uma base de 27,9 milhões e que corresponde a um um terreno com 13.278 metros quadrados na Avenida Álvaro País, que prevê uma zona de serviços, um parque de estacionamento público e um privado.

A Fidelidade é detida maioritariamente pelos chineses da Fosun e em 15% pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O projeto Nova Sede teve início há cerca de um ano, através de uma série de estudos de soluções que procuraram assegurar uma maior eficiência organizacional e a criação de melhores condições de espaço e bem estar para os colaboradores e, ao mesmo tempo, dar continuidade à estratégia de afirmação da marca, o que passa por construir um edifício-sede em moldes inovadores, aberto à comunidade nas suas várias dimensões e vertentes.

“A envergadura deste novo projeto imobiliário, que envolve não só escritórios comércio e serviços, mas também habitação, irá certamente traduzir-se no potencial encontro com outros investidores e parceiros que, conjuntamente com a Fidelidade, tornarão este Empreendimento um ícone da nossa Cidade”, refere o documento.

A venda dos terrenos da antiga Feira Popular decorreram no edifício da Câmara Municipal de Lisboa, em Entrecampos. O último adiamento tinha sido a 3 de dezembro, com a justificação, segundo fonte oficial da CML para “dar mais tempo aos três interessados no negócio”, Fidelidade – Property Europe, SA, Dragon Method, SA e Mpep – Properties Escritórios Portugal, SA – para analisarem as dúvidas do Ministério Público sobre o processo conhecido como a Operação Integrada de Entrecampos e as respostas da câmara.

A hasta pública dos terrenos da Feira Popular, em Lisboa, já tinha sido adiada a 9 de novembro depois dos vereadores do CDS-PP terem inicialmente colocado em causa a legalidade urbanística do projeto previsto para aquela área, e a 22 de novembro foi interrompida depois de o Ministério Público ter levantado, novamente dúvidas quanto à legalidade do projeto.

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