Premium“Fim do regime fiscal do CINM levaria à saída de 90% das empresas da zona franca”

A sociedade que gere o Centro Internacional de Negócios da Madeira está já a preparar a revisão do regime fiscal, em 2024, e ambiciona atrair par a região empresas cuja atividade contribua para a transição digital e para a transição energética.

O hipotético fim do regime que vigora no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), ou zona franca, levaria à saída de, pelo menos, 90% das empresas que lá estão instaladas e ao fim do registo internacional de navios, considera o presidente do conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), entidade gestora do CINM, Roy Garibaldi. Em dezembro de 2021, o CINM tinha 2.556 empresas registadas.

Em entrevista ao Económico Madeira, Roy Garibaldi diz que, depois de a prorrogação da emissão de licenças para instalação de novas empresas no CINM, até ao final do próximo ano, ter sido aprovada na Assembleia da República, no quadro do orçamento do Estado para 2022, e depois de seis meses de interregno, o foco da SDM está, agora, na retoma da promoção da zona franca e na preparação e negociação do próximo regime fiscal, que deve arrancar em 2024. Pretende-se que os incentivos chamem para a região empresas que participem nos processos de transição digital e de transição energética. “Terá que haver aqui algum incentivo maior do que existe atualmente para poder ser dada prioridade a este tipo de atividades”, defende.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor. Edição do Económico Madeira de 3 de junho.

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